A participação de empresas brasileiras do setor de cafés especiais na Melbourne International Coffee Expo (MICE) 2026, na Austrália, pode gerar US$ 17,52 milhões em negócios, segundo estimativas da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
O Brasil participou com oito empresários, com fechamento imediato de US$ 1,17 milhão e expectativa de novos acordos ao longo dos próximos 12 meses.
De acordo com o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a feira é considerada a principal do segmento de cafés especiais na Oceania, reunindo produtores de diferentes origens e compradores da Austrália, Nova Zelândia e países do Sul da Ásia, como Indonésia e Filipinas. O encontro funciona como uma plataforma para ampliar conexões comerciais e oportunidades de negócios na região.
Segundo Estrela, a participação brasileira também contribuiu para estreitar relações com importadores e parceiros locais, além de abrir espaço para iniciativas como rodadas de negócios integradas entre a Austrália e a Nova Zelândia. O interesse de compradores internacionais em conhecer regiões produtoras no Brasil foi apontado como um indicativo de potencial de expansão.
“A Austrália tem se consolidado como um ponto estratégico para nossa atuação na Oceania, um mercado exigente em qualidade e que o Brasil tem importante participação. Observamos um interesse crescente de compradores em se aproximar das origens produtoras brasileiras, o que abre espaço para aprofundarmos relações comerciais e ampliarmos a presença dos cafés especiais brasileiros nesse mercado e nos de países vizinhos”, disse o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela.
O mercado australiano é reconhecido pela forte presença em competições internacionais de cafés especiais, com baristas frequentemente destacados por desempenho técnico e consistência. Esse cenário reflete um alto nível de exigência por qualidade e profissionalização no setor.

