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Bloqueio de internet no Irã ultrapassa cem horas, segundo organização


O mais recente bloqueio da internet no Irã já dura cem horas, segundo a organização de vigilância em cibersegurança NetBlocks, enquanto a guerra entra em seu 5° dia.

“As métricas mostram que a conectividade da internet está estagnada em 1% dos níveis normais, à medida que o conflito regional se intensifica”, afirmou a NetBlocks.

Os bloqueios da internet têm sido uma tática frequente do regime, com um período anterior de inatividade registrado em janeiro, durante várias semanas, em meio a protestos antigovernamentais.

Esses bloqueios dificultam o fluxo de informações do Irã para o mundo exterior.

O que está acontecendo no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.



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