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Autodefesa camponesa expulsa grileiros e paramilitares em Fernando Falcão, MA


Comunidades camponesas do Brejo do Cazuza, Santa Fé, Bacaba e de toda a Gleba Leandro, no município de Fernando Falcão, no Maranhão, repeliram, no exercício de sua autodefesa legítima, uma agressão promovida pelo latifúndio local, na manhã do dia 25 de fevereiro. 

Camponeses denunciam que a tentativa de invasão ocorreu quando Gerson Borstel, que reivindica 2.724 hectares (área que ele teria usado como garantia para um empréstimo bancário de R$ 16 milhões), tentou avançar com maquinário pesado sobre as terras públicas tradicionalmente ocupadas há gerações. O objetivo era destruir as posses, esmagar as roças de subsistência e consolidar a grilagem pela força bruta. Contudo, os invasores não contavam com a mobilização combativa dos camponeses que, organizados, enfrentaram o avanço do trator e forçaram a retirada humilhante dos homens armados. 

Entre os invasores, os camponeses identificaram figuras conhecidas pelas comunidades e acusadas de envolvimento com a pistolagem regional, como um homem chamado Adailton e seus filhos, além de um policial aposentado, chamado Lindon Jhonson, que se apresentava como advogado para intimidar as famílias durante a destruição da área produtiva.

O Comitê de Solidariedade à Luta pela Terra (COMSOLUTE) classificou a ação como uma importante vitória das comunidades, ressaltando que “a união popular é decisiva na defesa do território, da produção e do direito histórico das famílias à terra”.

No círculo vermelho, o pistoleiro Adailton. Foto: AND
O policial aposentado Lindon Jhonson. Foto: AND

Este episódio não é um fato isolado, apenas mais um capítulo de uma escalada de violência que combina o terror paramilitar com a repressão policial do velho Estado a serviço dos latifundiários. No último fim de semana, moradores foram surpreendidos por um comboio vindo de Porto Franco, composto por um ônibus, várias motocicletas e cerca de 35 indivíduos a soldo do latifúndio, que se instalaram no povoado Baixão para lançar ataques contra o território coletivo. Na manhã seguinte à chegada do bando, os tratores de Borstel avançaram sobre o Brejo do Cazuza, destruindo aproximadamente um hectare de área produtiva. Mas a resposta foi imediata. 

O território da Gleba Leandro é terra pública, já arrecadada pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), mas permanece sob a mira do latifúndio devido à leniência do governo federal e estadual em concluir a titulação. 

Em entrevista ao AND, um representante do COMSOLUTE aponta que “esse tipo de movimentação é característico de esquemas de grilagem, nos quais são adquiridas matrículas que não correspondem a uma área real e utilizadas para a obtenção de crédito bancário. O resultado, por vezes, culmina em situações extremas, quando, por meio de intimidação e violência, tenta-se transformar a matrícula irregular em posse de fato”.

Em janeiro deste ano, a Gleba Leandro já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil, conduzida pelo delegado Cleosnaldo Brito. Um idoso de 73 anos, Ozias Macedo, foi algemado e recebeu voz de prisão em sua própria casa, chegando a passar mal e ser hospitalizado sob custódia.

Para o dia 4 de março, está marcada uma audiência pública no povoado Santa Fé. “As comunidades afirmam que irão resistir e defender seu território, ressaltando que vivem, trabalham e produzem na região há décadas. O COMSOLUTE manifesta solidariedade imediata às famílias e convoca movimentos sociais, entidades de direitos humanos, instituições públicas, imprensa e toda a sociedade civil a denunciarem as arbitrariedades e os ataques perpetrados contra os moradores, exigindo a proteção das comunidades, o respeito ao caráter público das terras e a responsabilização dos envolvidos na grilagem e na violência no campo”, afirma o comitê.

A reportagem de AND tentou contato com os indivíduos citados pelas massas camponesas como partícipes da agressão às comunidades, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem. Havendo manifestação da parte, a reportagem será atualizada.

Pistoleiros disparam contra indígenas pataxó e turistas; terror latifundiário cresce no extremo sul da Bahia – A Nova Democracia

O sul da Bahia é o berço do movimento “Invasão Zero”, um agrupamento de latifundiários fascistas investigado por funcionar como uma verdadeira milícia rural. Este grupo está ligado ao assassinato de Maria de Fátima Muniz, a Nega Pataxó, ocorrido em janeiro de 2024.

Crescem a agressão latifundiária, por um lado, e a autodefesa, por outro

A vitória na Gleba Leandro é parte de uma tendência crescente de resistência armada e autodefesa no campo brasileiro. Em novembro de 2025, em Nova Mutum Paraná (Rondônia), a autodefesa dos camponeses da área Tiago Campin dos Santos repeliu um ataque de um bando paramilitar. Na ocasião, o latifundiário João Martins, conhecido “influencer do agro”, foi alvejado no pé após seu grupo abrir fogo contra homens, mulheres e crianças que defendiam seu território.

Outro exemplo histórico de combatividade ocorreu em setembro de 2024, na Batalha Feroz de Barro Branco, em Jaqueira (PE). Organizados pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), posseiros armados com foices e peixeiras expulsaram uma tropa de mais de 50 pistoleiros ligados ao grupo terrorista “Invasão Zero”. O presidente estadual desse grupo paramilitar terminou o ataque alvejado por um disparo na barriga e foi hospitalizado.

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