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Após Pnad, economista vê aceleração do corte de juros como pouco provável


A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio em linha com as expectativas e reflete a sazonalidade típica do período, marcada pelo fim das contratações temporárias de fim de ano.

O aquecimento do mercado de trabalho e o crescimento consistente da renda são fatores que podem influenciar as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Com a próxima reunião do Copom marcada para meados de março, a expectativa é de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, mantendo o ritmo gradual de redução.

Segundo Luciano Costa, economista-chefe Monte Bravo, o vigor do mercado de trabalho e seus reflexos na inflação de serviços tornam pouco provável uma aceleração no ritmo de cortes para 0,75 ou 1 ponto percentual nas próximas reuniões. A dinâmica da inflação de serviços, mais difícil de desacelerar, justifica a cautela do Banco Central no ciclo de afrouxamento monetário.

Aumento da renda e massa salarial

Um destaque importante da pesquisa foi o crescimento do rendimento médio real de todos os trabalhos, que atingiu R$ 3.652, um aumento de 5% em termos reais na comparação anual. Já a massa salarial cresceu 7% no mesmo período, demonstrando o vigor do mercado de trabalho mesmo em um cenário de juros elevados. Esse aumento da renda é um sintoma de um mercado de trabalho apertado, com baixa disponibilidade de mão de obra em alguns setores.

A taxa de subutilização da força de trabalho também registrou queda, chegando a 13,8%, o menor nível para trimestres encerrados em janeiro na série histórica da pesquisa. Isso indica que há menos trabalhadores disponíveis no mercado, o que pode gerar pressão em setores intensivos em mão de obra, como construção civil e serviços.

 



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