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Análise: Morte de Khamenei reacende ideia de vingança contra líder dos EUA


A morte do líder supremo Ali Khamenei reacendeu no Irã a ideia de vingança contra lideranças americanas, segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta. A declaração do Chefe de Segurança iraniano insinuando ataques aos Estados Unidos trouxe à tona novamente essa tensão entre os dois países.

“Essas possibilidades ficaram muito mais afloradas depois que, em 2022, o governo americano praticou um atentado que levou à morte uma figura muito importante das forças iranianas, o Suleimani”, explicou Magnotta. Segundo ela, após esse episódio, o Irã hasteou uma “bandeira da vingança” e prometeu retaliação, dando a entender que um alto oficial deveria ser vingado com a morte de outro alto oficial.

Histórico de ameaças e investigações

Desde então, ocorreram diversas investigações sobre possíveis planos de atentados contra autoridades americanas. “O mais importante deles foi conduzido pelo Departamento de Justiça, em que um membro da Guarda Revolucionária foi acusado de ter buscado matadores de aluguel para assassinar o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton”, detalhou a analista da CNN.

Entre 2023 e 2024, surgiram outras investigações envolvendo diferentes figuras políticas americanas, como Mike Pompeo e Brian Hook.

Até 2024, segundo Magnotta, falava-se pouco sobre planos concretos contra Trump. “Esse tema reaparece agora. A grande liderança tendo sido assassinada, o aiatolá Ali  Khamenei, reacende a ideia de que poderia ser um caminho viável vingar essa morte com uma alta liderança americana da mesma estatura”, afirmou.

Capacidade real de ataque e cálculo político

Magnotta avaliou que é possível o Irã executar um atentado contra uma autoridade americana, mas considera que não seja provável. “O país possui recursos e mecanismos institucionais diretos e indiretos para eventualmente operar algum tipo de atentado, principalmente através das forças Quds, consideradas a unidade de elite da Guarda Revolucionária Islâmica”, explica a analista. “Eles fazem uma série de operações consideradas clandestinas, apoiam milícias, têm uma rede bem consolidada no exterior”, destacou.

Contudo, ela ressalta que existem obstáculos significativos, como a proteção da inteligência americana, especialmente reforçada no contexto de guerra, com protocolos do serviço secreto para interceptar comunicações e monitorar agentes estrangeiros.

Além da questão operacional, Magnotta destacou o cálculo político envolvido: “Isso representaria sem dúvida um risco de guerra ampliada, um risco de guerra total, e muita gente até diria que uma ação nessa direção, atacar um presidente dos Estados Unidos de maneira letal, poderia ser estrategicamente uma ação suicida para o Irã”. Por essas razões, embora a hostilidade seja concreta, o risco de um atentado direto neste momento é baixo.



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