A pesquisa Datafolha deste sábado (11) mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente de Lula (PT) em um eventual segundo turno. Segundo a analista de política da CNN Larissa Rodrigues, durante o Agora CNN, fontes próximas ao petista afirmam que o presidente não consegue entender por que sua popularidade não está melhorando nas pesquisas e busca constantemente responsabilizar terceiros por essa situação.
Segundo a analista, é comum no atual governo que a responsabilidade pela estagnação nas pesquisas recaia sobre a área de comunicação. O atual secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira, tem sido alvo de críticas, inclusive durante a última reunião ministerial, quando o então ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez críticas públicas sobre a divulgação das ações governamentais.
Estratégias para reverter o quadro
Segundo Larissa Rodrigues, em eventos recentes, Sidônio Palmeira foi visto orientando Lula a falar sobre temas específicos, como o Pix, que poderiam ajudar a melhorar sua imagem.
Outra iniciativa mencionada pela analista é a tentativa de contratação de influenciadores, atores e atrizes para criar maior identificação do eleitorado com os projetos do governo.
“Está tendo uma tentativa de contratação de influenciadores, de pessoas de conhecimento do público, atores e atrizes, para tentar uma identificação do eleitorado com os projetos que estão saindo do papel do Lula”, explicou.
Apesar das críticas, não há expectativa de que Sidônio Palmeira seja afastado do cargo, considerando o tempo restante de mandato.
No entanto, segundo Larissa, existe a possibilidade de contratação de um novo marqueteiro para auxiliar na comunicação governamental, já que Lula “continua sem entender, segundo esses aliados, o porquê dessas pesquisas, muito mais essa estagnação do governo do que de fato um crescimento de Flávio Bolsonaro”.

