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Crise Equador x Colômbia: o que está acontecendo entre os dois países?


A relação entre a Colômbia e o Equador vive um momento tenso, marcado por trocas de acusações de possíveis bombardeios na fronteira e divergências no combate ao narcotráfico.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou o país vizinho de realizar bombardeios em território colombiano, em uma região próxima à fronteira entre as duas nações.

Em resposta, seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, rebateu as acusações, afirmando que realizou ataques contra grupos criminosos dentro do território do seu país.

A troca de acusações acontece em um momento em que o Equador anunciou tarifas de 30% sobre produtos colombianos. Em resposta, o país suspendeu o fornecimento de eletricidade ao país vizinho e anunciou tarifas semelhantes contra produtos específicos.

Entenda o que está acontecendo entre a Colômbia e o Equador:

Troca de acusações

Na segunda-feira (16), o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou o país vizinho de bombardear a fronteira. A acusação de Petro aconteceu depois da descoberta de uma bomba em um local próximo à divisa dos países.

Em resposta, o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou as acusações, afirmando que os fatos apontados pelo seu homólogo colombiano eram falsas.

Em publicação nas redes sociais, Noboa afirmou que as forças equatorianas estão bombardeando locais que serviriam como esconderijo para narcoterroristas, mas reforçou que não atingiu áreas dentro da Colômbia.

“Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu”, disse o equatoriano.

Noboa também rebateu Petro, acusando o país vizinho de permitir que grupos criminosos de origem colombiana entrassem no Equador “por negligência na fronteira”.

Na terça-feira (17), o presidente colombiano republicou uma imagem da emissora estatal colombiana RTVC que, segundo ele, mostrava uma das bombas.

Nesta quarta-feira (18), ele acrescentou em uma nova publicação que a bomba, que Sánchez disse ter sido desarmada, foi encontrada logo após a fronteira, perto de um local bombardeado pelo Equador, e foi disparada de um avião voando baixo.

Petro também reafirmou as acusações contra o Equador, dizendo que o explosivo pertencia ao Exército Equatoriano. Em publicação na rede social X, o presidente colombiano afirmou que “A investigação continua e será emitida uma nota de protesto diplomático”.

Investigações conjuntas

O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, afirmou que autoridades dos dois países iniciaram uma investigação conjunta para averiguar se houve, de fato, violação de soberania.

Enquanto a Colômbia sustenta a possibilidade de um ataque vindo do território vizinho, o Equador insiste que todas as ações ocorreram dentro de suas fronteiras.

Relatos também divergem sobre o número de mortos. Petro sugere que as ações deixaram 27 corpos “carbonizados”. Enquanto isso, quando questionado sobre a afirmação do presidente colombiano, Sánchez afirmou que doze pessoas foram mortas na província fronteiriça de Nariño em 22 de janeiro e outras duas morreram dias depois.

O Ministério da Defesa do Equador não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na quarta-feira.

Operação contra o narcotráfico

No domingo (15), o Equador iniciou uma operação de segurança de duas semanas em quatro províncias na costa do Pacífico ou em suas proximidades, em uma tentativa de conter a violência de gangues.

O país tem realizado operações repetidamente em sua fronteira com a Colômbia, um importante centro de tráfico de drogas que são então contrabandeadas para o norte, em direção aos EUA, por via marítima.

O Equador afirmou que suas operações de combate ao narcotráfico contam com o apoio de países aliados, incluindo os Estados Unidos. Noboa buscou repetidamente o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, para suas iniciativas de combate ao crime.

Crise diplomática

A troca de acusações entre os países surge em meio a uma crise diplomática após Noboa anunciar a cobrança de uma “taxa de segurança” de 30% sobre produtos colombianos.

O governo equatoriano justificou a medida citando déficit comercial e falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas, alegações negadas pela administração de Petro.

Em resposta, a Colômbia informou que suspenderia o fornecimento de eletricidade ao país vizinho e anunciou a aplicação de uma tarifa de 30% sobre 20 produtos equatorianos.

(Com informações de Tiago Tortella, da CNN Brasil e da Reuters)

 





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