Veja as principais notícias no MODO STORIES
Dallagnol vai com Flávio a debate e usa blusa com PowerPoint da Lava Jato
Ancelotti define data da última convocação da Seleção Brasileira em 2026
Os 7 embates entre Flávio e Lula que marcaram o debate da Band
Previsão do tempo hoje para Cuiabá (MT): sol com algumas nuvens; não chove
Componente em carro enganou cães, diz comandante sobre suspeita de bomba
Força Tática encontra drogas escondidas em buraco próximo a árvore; casal é preso com 93 porções • Olhar Direto
Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos
Após investigação, suspeita de bomba em carro de Flávio é descartada
NOVA MUTUM CLIMA

Planeta “super-inchado” tem névoa densa como de algodão-doce


Um grupo de pesquisadores identificou uma camada de névoa extremamente espessa envolvendo o exoplaneta Kepler-51d, considerado um dos mundos mais incomuns já observados. O estudo, conduzido por cientistas da Universidade Estadual de Pensilvânia e publicado no The Astronomical Journal, aponta que essa névoa pode ser a mais densa já registrada em um planeta.

Localizado a cerca de 2.615 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, o planeta faz parte de um sistema com características raras. Ele pertence a uma classe de mundos chamados de “super-inchados”, que possuem tamanho semelhante ao de gigantes gasosos, mas com massa muito baixa, o que lhes confere uma densidade comparável à do algodão-doce.

As observações foram feitas com o Telescópio Espacial James Webb, que analisou a luz da estrela ao passar pela atmosfera do planeta. O objetivo era identificar a composição química do ambiente.

No entanto, os cientistas encontraram um obstáculo inesperado: uma camada de névoa tão espessa que bloqueia praticamente todas as assinaturas químicas. Isso impede a identificação dos elementos presentes na atmosfera e dificulta a compreensão da origem do planeta.

“Acreditamos que o planeta possui uma camada de neblina tão espessa que não conseguimos ver o que está abaixo dela”, afirmou o astrônomo Suvrath Mahadevan, um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, essa névoa pode atingir dimensões gigantescas, possivelmente com espessura comparável ao raio da Terra, algo sem precedentes nas observações planetárias.

Diferentemente dos gigantes gasosos do Sistema Solar, que possuem núcleos densos e se formam longe de suas estrelas, Kepler-51d apresenta núcleo pequeno, atmosfera gigantesca e baixa densidade, além de orbitar relativamente próximo de sua estrela, uma configuração considerada atípica.

Os cientistas acreditam que o planeta seja composto majoritariamente por hidrogênio e hélio, mas a presença da névoa impede a confirmação de outros elementos que poderiam ajudar a explicar sua formação.

Os pesquisadores também analisaram outras hipóteses, como a possibilidade de o planeta possuir anéis que estariam interferindo na observação. No entanto, essa explicação foi considerada menos provável. A névoa identificada apresenta características semelhantes às observadas em Titã, lua de Saturno, mas em escala muito maior e mais densa.

Apesar dos avanços tecnológicos, como o uso do James Webb, o estudo reforça que ainda há limitações na observação de exoplanetas distantes, especialmente quando fenômenos como esse ocultam informações essenciais.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News