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Por que quase metade do estado não consegue limpar o nome em 2026?

Mais do que falta de dinheiro, o problema em Mato Grosso tornou-se crônico. Com um atraso médio de 28 meses, o consumidor está “preso” ao passado.
Os dados de fevereiro de 2026 acenderam um alerta: 1,5 milhão de mato-grossenses (48% da população adulta) estão com restrições ao crédito. O que mais preocupa os especialistas não é apenas o aumento de 2,5% no bimestre, mas o acúmulo de contas. Hoje, cada inadimplente no estado deve, em média, para dois ou três credores diferentes, somando um montante de R$ 5.727,96 por pessoa.
O levantamento do SPC Brasil traça um perfil específico que foge do senso comum. O endividamento em Mato Grosso tem “cara” e idade:

  • Idade Média: 43,9 anos;
  • Faixa Crítica: Adultos entre 30 e 49 anos concentram quase 50% das dívidas;
  • Gênero: Predominância masculina;
  • Os Credores: Os bancos são os grandes “donos” da dívida (53,5%), seguidos pelo comércio (22,3%).
O dado mais alarmante revelado pela CDL Cuiabá é a cronicidade: o tempo médio de atraso é de 28 meses. Isso significa que as famílias estão tentando pagar contas de 2023 e 2024, enquanto o custo de vida de 2026 continua subindo. Esse “atraso de dois anos” impede que o consumidor aproveite novas taxas de crédito e reaqueça a economia local.

3 Passos para romper o ciclo em 2026

  1. Priorize o Essencial: Dívidas de água, energia e comunicação (13,6% do total em MT) devem ser negociadas primeiro para manter a manutenção do lar.
  2. Aproveite os Feirões Digital: Com 53% das dívidas concentradas em bancos, utilize os canais digitais de renegociação direta, que em 2026 oferecem descontos de até 90% para débitos acima de 2 anos.
  3. Educação Financeira: O endividamento médio de R$ 5,7 mil é reversível com planejamento. O foco deve ser sair do crédito rotativo, o grande vilão dos juros.
 

 

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