As exportações do agronegócio em outubro somaram US$ 7,6 bilhões, uma alta de 12,8% frente ao mesmo período de 2025, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) divulgados nesta sexta-feira (6).
Segundo a pasta, o setor representou 20,8% dos embarques brasileiros no mês, puxado pela alta de 1,7% no volume.
Dados do MDIC apontam que os embarques do país bateram recorde e somaram US$ 37,8 bilhões, com um superávit de US$ 9,3 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela alta no volume (7,3%) e no preço (10,8%) dos produtos.
O bom desempenho do agro foi puxado pelos embarques de soja, que aumentaram 8,9% e somaram US$ 3,13 bilhões, representando 8,3% do total exportado pelo país em outubro.
Segundo o ministério, o café não torrado (US$ 1,6 bilhão), que subiu 5% no comparativo, e o milho não moído, exceto milho doce (US$ 1,33 bilhão), também foram responsáveis pela alta dos embarques no mês.
Outros produtos de destaque no mês foram: centeio, aveia e outros cereais não moídos (+12.208,8%, com aumento de US$ 0,34 bilhão); animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+212,1%, com aumento de US$ 0,15 bilhão); algodão em bruto (+25,3%, com aumento de US$ 0,12 bilhão); e café não torrado (+5,2%, com aumento de US$ 0,08 bilhão).
Os embarques de farelo de soja (US$ 1,07 bilhão), celulose (US$ 1,02 bilhão) e carnes de aves e miudezas (US$ 946 milhões) também apresentaram alta nas exportações. Para o MDIC, esses produtos são enquadrados na categoria da indústria de transformação.
Nesta mesma categoria, por outro lado, os embarques de carne bovina fresca, refrigerada e congelada apresentaram uma queda de 30% ante outubro de 2025 e totalizaram US$ 1,24 bilhão, movimento puxado pela queda nos embarques à China.
As exportações de açúcares e melaços (US$ 1,18 bilhão) também apresentaram uma retração de 27,5% no mês.
Acumulado do ano
De janeiro a outubro, os embarques do setor caminham para bater recorde e totalizaram US$ 72,4 bilhões, uma alta de 9,2% ante o comparativo de 2025. Neste ano, os produtos do setor representam 22,5% das exportações do Brasil.
Os embarques do agro foram puxados pela alta nas exportações de soja (US$ 46 bilhões), enquanto o café não torrado (US$ 10,7 bilhões) e o milho não moído, exceto doce (US$ 5,7 bilhões), tiveram uma leve retração.
Outros produtos com alta no comparativo foram: animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+81,1%, com aumento de US$ 0,76 bilhão); algodão em bruto (+16,4%, com aumento de US$ 0,59 bilhão); centeio, aveia e outros cereais não moídos (+5.125,0%, com aumento de US$ 0,50 bilhão); e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+17,0%, com aumento de US$ 0,18 bilhão).
Já nos produtos do agro categorizados na indústria de transformação, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 14,2 bilhões) lidera as exportações, apesar do esgotamento da cota chinesa em agosto.
Celulose (US$ 9,09 bilhões), farelo de soja (US$ 8,83 bilhões) e carnes de aves e miudezas (US$ 8,77 bilhões) também apresentaram alta. Por outro lado, os embarques de açúcares e melaços (US$ 8,56 bilhões) se destacaram negativamente, com uma retração de 27,4% frente aos dez primeiros meses de 2025.










