O humorista Renato Albani passou por um susto no início de outubro, quando acordou com metade do rosto dormente. Após procurar atendimento médico e realizar exames, o comediante foi diagnosticado com paralisia de Bell, condição que provoca a paralisia de um dos lados do rosto devido ao comprometimento do nervo facial.
À CNN Brasil, Albani relatou os primeiros sintomas e contou que, inicialmente, não imaginou que pudesse se tratar de algo mais sério.
“Acordei e percebi que minha boca estava um pouco paralisada. Achei que fosse porque tinha dormido em cima daquele lado do rosto e que não era nada demais. Tomei café normalmente, mas senti um gosto estranho na boca e percebi que um lado estava mais lento que o outro”, explicou.
O humorista contou que começou a ficar preocupado quando chegou à academia e percebeu que os sintomas poderiam indicar um problema de saúde mais grave. Na ocasião, estava acompanhado da esposa e decidiu procurar atendimento médico imediatamente.
“Comecei a ficar com medo de que fosse algo mais sério, principalmente por estar prestes a levantar peso e correr algum risco. Olhei para minha esposa e disse que não estava bem e que precisávamos procurar um médico. Fomos rapidamente ao hospital para descobrir o que estava acontecendo e, depois dos exames, veio o diagnóstico”, relatou.
Apesar do susto, Renato afirmou que ficou aliviado ao descobrir que não se tratava de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), uma das primeiras possibilidades que passou por sua cabeça ao perceber a alteração no rosto.
“Quando descobri o diagnóstico de paralisia de Bell, fiquei aliviado. A primeira coisa que pensamos quando um lado do rosto fica mole e fraco é que estamos tendo um AVC. Pelo que entendi, essa também é a reação de muitas pessoas. Então, quando recebi a explicação de que a condição poderia ser causada por um vírus e que havia tratamento, fiquei muito mais tranquilo”, contou.
De fato, segundo o médico neurologista Frederico M. Haidar Jorge, a paralisia de Bell e o AVC, conhecido popularmente como derrame, a confusão pode acontecer devido a assimetria facial.
Retorno à rotina
Sobre os impactos da condição em sua rotina profissional, o comediante afirmou que precisou fazer algumas adaptações, mas conseguiu manter parte dos compromissos. Na semana em que recebeu o diagnóstico, ele já tinha apresentações programadas do espetáculo “Salve-se Quem Puder” e realizou os shows.
No entanto, optou por cancelar os compromissos da semana seguinte para descansar e se dedicar à recuperação.
Atualmente, Albani segue realizando sessões de fisioterapia e já percebe uma melhora significativa. Segundo ele, aproximadamente 90% dos movimentos do rosto foram recuperados.
“Estou fazendo fisioterapia e seguindo a vida. Neste momento, acredito que meu rosto já esteja 90% recuperado. Terminei de tomar a medicação, embora ela tenha provocado algumas reações, como dermatite e muitas espinhas. Mas está tudo bem, são coisas que acontecem e passam”, afirmou.
O humorista também revelou que, apesar de ter recebido o diagnóstico e seguido as orientações médicas, chegou a temer que as alterações no rosto fossem permanentes e prejudicassem sua carreira.
“É claro que existe uma preocupação. Você começa a pensar se o rosto vai voltar ao normal, se vai conseguir continuar trabalhando e fazendo shows. Mas isso passa quando recebemos as informações corretas e entendemos que a condição tem tratamento e que a recuperação é possível. Fui ao médico, fiz tudo o que precisava e estou seguindo as recomendações. Não podemos desanimar diante dessas situações”, declarou.
“Salve-se Quem Puder”
Lançado na metade de 2026, o novo espetáculo de Renato Albani está em turnê nacional e tem a temática central voltada para a saúde emocional e exaustão da vida adulta.
Segundo o humorista, a ideia de trabalhar o tema surgiu após perceber o interesse do público pelo assunto e receber diversos pedidos para que ele abordasse a saúde mental em suas apresentações. O desafio, no entanto, era encontrar uma maneira de tratar de um tema delicado por meio do humor.
“Comecei a pensar em como abordar o tema de uma forma leve, porque não é algo tão simples. Consegui encontrar esse caminho com um espetáculo em que o público participa bastante. Faço perguntas sobre o que as pessoas pensam quando vão ao psicólogo e se já passaram por algum trauma. Às vezes, surgem relatos mais sérios, mas conseguimos fazer brincadeiras sem depreciar o problema de ninguém, trazendo essas pessoas para dentro do show e construindo um resultado interessante”, explicou.
Albani também destacou que o espetáculo tem sido uma experiência diferente dos trabalhos anteriores e demonstrou satisfação com a recepção do público. De acordo com ele, as sessões têm registrado ingressos esgotados.
“Isso me deixa muito feliz, principalmente por estar falando de um tema tão complicado e atual e perceber que o público está gostando da proposta”, afirmou.










