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Duas empresas recuam e não devem participar de leilão do Galeão


O leilão do aeroporto do Galeão (RJ) deve receber três propostas e não cinco, como era esperado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Esse é o certame mais aguardado do mês de março e vai acontecer no dia 30.

 

Recentemente, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que haviam cinco empresas interessadas em apresentar proposta – além da Changi e da Vinci Compass, que hoje administram o terminal em sociedade. 

 

Entre as potenciais concorrentes estavam a espanhola Aena, a suíça Zurich, a argentina Corporación America e a alemã Fraport. Porém, as últimas duas ainda estão avaliando e não devem mais apresentar proposta, segundo apurou o CNN Infra. Nenhum comunicado oficial foi feito até o momento.

O leilão é uma tentativa de virar a página de um dos negócios mais problemáticos da infraestrutura brasileira na última década. Em 2013, quando o aeroporto foi arrematado pelo consórcio entre Odebrecht e Changi, o clima com a economia brasileira era de otimismo e havia forte expectativa de crescimento acelerado no setor aéreo – o que acabou não ocorrendo.

 

Lance vitorioso naquele leilão, os R$ 19 bilhões da época tornaram-se impagáveis em um contexto de recessão econômica e de pandemia.

 

Desenhada após um processo de repactuação contratual no âmbito do TCU (Tribunal de Contas da União), a nova concorrência é considerada estratégica para redefinir o futuro do terminal.

 

O Galeão é uma das principais portas de entrada de estrangeiros no país e uma rota doméstica bastante procurada. Em 2025, o aeroporto movimentou 18 milhões de passageiros, o que representou 13% de todo o fluxo nacional.

 

O vencedor do leilão vai administrar o ativo com novos parâmetros, como o fim da sociedade com a Infraero, que hoje detém 49% de participação acionária.

 

Além disso, fica dispensado de construir a terceira pista de pousos e descolagens, e passará a pagar ao governo uma outorga anual variável (20% do faturamento bruto), em vez de um valor fixo, como era antes.



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