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Drica Divina fala sobre tabu da menopausa: “Sequer conhecia o climatério”


A influenciadora Drica Divina relembrou como a menopausa era tratada como um tabu em sua família e como a falta de informação dificultava as conversas sobre essa fase da vida. Em um novo episódio do programa “Na Palma da Mari – Entre Mulheres”, apresentado por Mari Palma, ela conversou com a médica Erica Mantelli sobre perimenopausa, os primeiros sintomas e as mudanças que acompanham esse período.

“A minha mãe nunca falou de menopausa comigo. Aliás, menopausa era sempre um tabu”, afirmou Drica. Ela contou que, há cerca de sete anos, quando começou a compartilhar sua experiência nas redes sociais, sequer conhecia o termo climatério. “Eu nem sabia da palavra climatério, não existia essa palavra”, disse.

Sintomas que confundem e impactam a vida das mulheres

Drica Divina descreveu as transformações que vivenciou de forma abrupta, incluindo o ganho de 15 quilos em pouco tempo, alterações de humor, ansiedade, queda de libido e perda de massa magra. “Você não se reconhece mais por um curto período de tempo. Essa transição acontece muito rapidamente”, relatou. Ela destacou que esse processo é o grande desafio da perimenopausa e ressaltou ser favorável à reposição hormonal, mencionando a chamada “janela de oportunidade” para o início do tratamento.

E rica Mantelli explicou que, antigamente, o tratamento só era considerado após 12 meses sem menstruação, o que atrasava a assistência às mulheres. “Hoje, a medicina moderna quer buscar qualidade de vida. A gente não trata exames, a gente tem que tratar a mulher”, afirmou. Segundo ela, sintomas como mudança de humor, ganho de peso, problemas de memória e alterações no sono muitas vezes não são associados à perimenopausa, levando algumas mulheres a saírem de consultas médicas apenas com receitas de antidepressivos ou ansiolíticos.

Tratamento individualizado e atenção ao próprio corpo

Erica Mantelli enfatizou que o tratamento da perimenopausa e da menopausa é totalmente individualizado. “Não existe uma receita de bolo que vai ser igual para cada uma. Algumas vão ter problema com sono, outras com memória, questão de massa muscular”, explicou. Ela também destacou que, apesar dos desafios da fase de transição, é possível viver bem e com qualidade de vida. “Não é porque é algo comum que você tem que aceitar como normal”, concluiu, incentivando as mulheres a prestarem atenção aos sinais do próprio corpo e a buscarem atendimento médico de qualidade.



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