O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (21) que pretende intensificar a atuação do Estado em Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios da Baixada Cuiabana. Entre as prioridades estão a melhoria dos serviços públicos, a recuperação de espaços urbanos e o enfrentamento dos problemas no abastecimento de água.
Pivetta disse que deseja deixar um legado para a região, mas ressaltou que os resultados dependem da integração entre o governo estadual e as prefeituras. “Eu tenho questionado a minha equipe aí pra nós entrar pra valer agora em Cuiabá e Várzea Grande. Nós já estamos”, declarou.
Na Capital, o governador citou a necessidade de buscar alternativas para a população em situação de rua, mas não detalhou medidas, investimentos ou prazos. Também mencionou projetos de revitalização do Centro Histórico, da Ilha da Banana, onde foi proposto o Largo do Rosário, e da Orla do Porto. As iniciativas já haviam sido apresentadas anteriormente, sem novos cronogramas anunciados nesta quarta-feira.
Aliança pela Água
Em Várzea Grande, Pivetta afirmou que as medidas emergenciais da Aliança pela Água elevaram em aproximadamente 40% o volume de água colocado no sistema de abastecimento. Segundo ele, o resultado foi alcançado principalmente com a reativação de poços desativados e a perfuração de novas unidades.
O governador ressaltou que o percentual se refere ao aumento da quantidade de água disponível, e não à proporção de moradores que passaram a receber abastecimento regular. Ele estimou que os gastos realizados até agora estejam em torno de R$ 2 milhões, mas disse não ter certeza do valor exato.
Formalizada em julho por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a Aliança pela Água reúne Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas. O programa prevê cerca de R$ 60 milhões para recuperar e ampliar a estrutura de abastecimento.
Em agosto, o Departamento de Água e Esgoto informou que a reativação de três poços acrescentou mais de 1,5 milhão de litros por dia à capacidade de fornecimento. Em setembro, Pivetta afirmou que 14 poços haviam sido reativados, com produção estimada em 700 mil litros por hora, e que cerca de 20% da população anteriormente prejudicada já havia voltado a receber água.
A próxima fase prevê intervenções de maior porte nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e na rede de distribuição. Conforme Pivetta, os equipamentos e materiais importados necessários às obras começaram a chegar.
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Durante a coletiva, Pivetta também afirmou que aproximadamente 200 hidrômetros teriam sido arrancados na semana anterior, prejudicando os trabalhos. Ele não informou quem seriam os responsáveis nem apresentou detalhes sobre eventuais investigações.
O governador prometeu continuar acompanhando as ações presencialmente, inclusive aos finais de semana. Sobre a meta de melhorar o abastecimento até dezembro, disse que o Estado permanecerá envolvido até que o problema seja resolvido de forma definitiva.
Pivetta também defendeu a profissionalização do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande. Como exemplos de serviços públicos municipais que considera eficientes, citou os sistemas de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Rondonópolis.










