O sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio da esposa, Amanda Fernandes Carvalho, morta com três tiros e 51 facadas, e pela tentativa de homicídio qualificado contra a filha do casal, de 10 anos à época do crime.
A sentença, definida pelo Tribunal do Júri de Santos, no litoral paulista, determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado, com execução imediata. A decisão também prevê a perda da graduação militar e do poder familiar, além da proibição de ocupar cargos públicos, conforme informações divulgadas sobre o julgamento.
Além disso, foi fixado o pagamento de indenização no valor de R$150 mil para a vítima e herdeira do casal.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 7 de maio de 2025, em uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo.
Na ocasião, Samir atirou três vezes e desferiu 51 golpes de faca contra Amanda, de 42 anos, sua esposa. Ele também disparou contra a filha do casal, que tinha 10 anos na época.
A criança ficou internada por seis dias e sobreviveu. Amanda morreu no local.
De acordo com as investigações, Samir foi até a clínica de dermatologia após saber que a esposa estava no estabelecimento com a filha. Ao perceber a presença do marido, Amanda se trancou em uma sala com um médico, que acionou a polícia.
Com a chegada dos agentes, o médico abriu a porta da sala. Em seguida, Samir sacou uma arma de fogo e disparou contra Amanda e a filha. Depois, pegou uma faca e golpeou a mulher.
Segundo laudo do IML (Instituto Médico Legal), Amanda morreu em decorrência de anemia aguda provocada por hemorragia interna traumática, causada pelos ferimentos. Os golpes atingiram diferentes partes do corpo, da coxa à face.
Amanda era mãe de três filhos e diretora executiva de uma empresa havia mais de três anos.
Caminho até o julgamento
Samir foi preso em flagrante após o crime e levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Desde então, permaneceu preso.
O policial também participou da reconstituição do crime. Na ocasião, seu advogado, Paulo de Jesus, afirmou que o cliente tinha interesse em contribuir com as investigações.
O julgamento começou na quarta-feira (14), às 9h30, no Fórum de Santos, e terminou na quinta-feira (15), após dois dias de sessão. Os jurados reconheceram a responsabilidade penal do réu pelos crimes, e a sentença determinou o início imediato do cumprimento da pena.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa para novo posicionamento. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Manuella Dal Mas










