O azeite, tradicional da dieta mediterrânea, é um dos ingredientes mais requisitados da culinária. Ele promete uma alimentação mais equilibrada e saudável, mas saber os segredos e cuidados com o item da culinária pode trazer sabor às suas receitas.
Cor, amargor, picância, categoria, uso no preparo e forma de conservação são alguns dos aspectos que geram interpretações nem sempre corretas. Para esclarecer o que é fato e o que é mito, a coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde Cintya Bassi explica o que você precisa saber sobre o azeite.
Por isso, confira oito afirmações comuns sobre o produto e explicações a respeito do que o consumidor deve observar na prática:
O azeite é fonte de gordura monoinsaturada
Verdade: O ácido oleico é o principal ácido graxo do azeite e está associado a um perfil de gordura considerado favorável dentro de uma alimentação equilibrada.
Azeites virgens e extra virgens possuem compostos fenólicos
Verdade: Os compostos fenólicos estão presentes nos azeites virgens e extra virgens, obtidos diretamente das azeitonas por processos exclusivamente mecânicos. Esses compostos bioativos são estudados por suas propriedades antioxidantes, e sua concentração pode variar de acordo com fatores como a variedade da azeitona, o estágio de maturação e as condições de produção e armazenamento.
Quanto mais picante, melhor o azeite
Mito: Amargor e picância são características sensoriais que podem estar relacionadas à presença de compostos fenólicos, mas não são, isoladamente, indicadores de qualidade.
O azeite pode ser usado para cozinhar
Verdade: O azeite pode ser utilizado em diferentes preparações, incluindo refogados, assados e grelhados. Como outros óleos, não deve ser levado a temperaturas que provoquem fumaça excessiva.
Azeite extra virgem é a única opção que pode fazer parte de uma alimentação equilibrada
Mito: A categoria extra virgem apresenta características específicas de qualidade e composição, mas diferentes tipos de azeite podem ser utilizados na alimentação, de acordo com a finalidade e a preferência do consumidor.
O azeite combina com muito mais do que saladas
Verdade: Pode ser utilizado no preparo e na finalização de legumes, verduras, massas, grãos, peixes, carnes, molhos e marinadas, além de algumas sobremesas.
A cor mais verde significa que o azeite é melhor
Mito: A tonalidade pode variar conforme a variedade da azeitona, seu grau de maturação e outros fatores, e não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade.
A forma de conservação influencia a qualidade
Verdade: Luz, calor, oxigênio e tempo podem acelerar a deterioração do azeite; por isso, depois de aberto, o produto deve permanecer bem fechado e protegido da luz e do calor.
Amargor é sinal de azeite estragado
Mito: Em azeites virgens e extra virgens, certo grau de amargor pode ser uma característica sensorial natural e estar relacionado à presença de compostos fenólicos.
Efeitos na saúde
Além das características sensoriais, pesquisas científicas vêm investigando a relação entre o consumo de azeite e diferentes indicadores de saúde. Uma meta-análise publicada em 2024 pelo European Journal of Preventive Cardiology, que reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes, encontrou associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.
“Mais do que saber se um azeite é mais suave ou mais intenso, é importante entender suas características e como elas se relacionam com a forma de consumo. Azeite é um ingrediente versátil, que pode trazer sabor às refeições e fazer parte de uma alimentação equilibrada”, acrescenta Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil.
*Publicado por Gabriela Carvalho, colaboração para CNN Brasil.










