Veja as principais notícias no MODO STORIES
Tenente da Marinha é encontrada morta na USP
Brasil promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA
Mercado para empresas de data centers que buscam IPOs fica mais desafiador
Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep
Calopsita dada como morta é resgatada em casa de vizinha em MT
HC de Ribeirão Preto, SP, afasta médico residente após post que expôs prontuário de paciente
Plataforma Enem Libras ganha atualização com provas de 2017 a 2025
Manchester City é considerado culpado de violar regras financeiras
NOVA MUTUM CLIMA

Preços da gasolina limitam recuperação do setor sucroenergético


O setor sucroenergético brasileiro poderia estar vivendo um ano de recuperação, mas a política de preços da gasolina tem limitado a valorização do etanol, avalia Plinio Nastari, presidente da Datagro.

Segundo ele, o cenário internacional, com preços mais elevados do petróleo e dos combustíveis, deveria favorecer o setor. No entanto, as subvenções ao preço da gasolina estão impedindo os ganhos estimados para este ano.

Nastari afirma que o preço de paridade de importação da gasolina está em cerca de R$ 5,31 por litro, enquanto a distribuidora paga aproximadamente R$ 2,43 por litro. Na refinaria, o preço citado por ele é de R$ 3,06 por litro.

Segundo o executivo, essa diferença cria um teto para o preço do etanol hidratado, que precisa competir diretamente com a gasolina. Como o preço do etanol anidro também é influenciado pelo hidratado, o efeito acaba se espalhando pelo mercado.

“Era para ser o ano da redenção do setor, mas não é por causa dessa situação de irrealismo de preços”, afirmou Nastari.

Etanol ganha competitividade

Apesar desse cenário, o etanol hidratado está mais competitivo para o consumidor. Segundo Nastari, o combustível é atualmente mais vantajoso que a gasolina em cerca de 70% do mercado de veículos do ciclo Otto no Brasil.

Na mesma época de 2025, essa participação era de 33,8%, de acordo com os dados apresentados por ele.

Nastari avalia, porém, que a competitividade poderia ser ainda maior caso não houvesse interferência nos preços da gasolina.

Subvenção ajuda, mas não resolve

O presidente da Datagro também citou a Lei Complementar 235, que estabelece uma subvenção ao etanol quando houver benefício semelhante para a gasolina.

Segundo ele, foi definida uma subvenção de R$ 0,25 por litro para o etanol, além de outro mecanismo que representa R$ 0,19 por litro.

Na avaliação de Nastari, a medida ajuda a gerar renda para o setor, mas o cenário ideal seria permitir que os preços fossem determinados pelo mercado.

“Ajuda, sim, com renda para o setor. Mas, na nossa avaliação, o ideal é que não houvesse realismo tarifário. Deixe o mercado atuar. Para bem ou para mal”, afirmou.

Clima também pressiona o setor

Além da política de preços, o setor enfrenta dificuldades provocadas pelo excesso de chuvas no Centro-Sul. Segundo Nastari, o clima prejudicou a qualidade da matéria-prima, reduziu o ATR e dificultou a execução da colheita.

Esse cenário ocorre justamente em um momento em que o preço do açúcar melhorou e aumentou o incentivo para as usinas direcionarem uma parcela maior da cana para a produção do adoçante.

Para Nastari, portanto, o setor enfrenta uma combinação de fatores: de um lado, o etanol ganhou competitividade no mercado consumidor; de outro, os preços da gasolina limitam sua valorização, enquanto as condições climáticas dificultam a produção de açúcar.

 



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News