Reportagem/ Mato Grosso do Norte
O município de Sapezal, em Mato Grosso, alcançou em 2025 o maior valor de produção agrícola do Estado, com R$ 8,6 bilhões, alta de 46,6% em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo IBGE.
O resultado foi impulsionado principalmente pelas culturas de algodão, soja e milho. Sapezal registrou aproximadamente R$ 5,1 bilhões em valor de produção de algodão herbáceo, liderando nacionalmente nesse indicador. A soja movimentou R$ 2,8 bilhões, crescimento de 51,4%, enquanto o milho alcançou R$ 656,9 milhões, alta de 58,1%.
No cenário estadual, Mato Grosso manteve a liderança nacional em valor da produção agrícola, com R$ 165,6 bilhões, aumento de 37,1% e participação de 17,9% do total brasileiro. A soja respondeu por R$ 90,3 bilhões no Estado. A produção estadual de algodão herbáceo também atingiu novo recorde, com 7,16 milhões de toneladas.
O desempenho de Mato Grosso contribuiu para que o Centro-Oeste assumisse a liderança entre as Grandes Regiões, com R$ 288 bilhões em valor de produção, crescimento de 31,8%. A região também se destacou na produção de grãos e, entre os novos produtos incluídos na pesquisa, liderou a produção de gergelim.
Entre os municípios, cinco dos dez maiores valores de produção agrícola do país estão em Mato Grosso. Sapezal ficou em primeiro lugar; Campo Novo do Parecis, em quarto; Diamantino, em sexto; e Nova Mutum, em nono. Sorriso, que havia liderado em 2024, aparece agora na terceira posição.
A mudança está relacionada à criação de Boa Esperança do Norte, formada com áreas anteriormente pertencentes a Sorriso e Nova Ubiratã, o que redistribuiu parte da produção agrícola. Sorriso teve redução de 9,3% na área plantada, enquanto Nova Ubiratã perdeu 42,9%.
Segundo o IBGE, a recuperação da produção em 2025 também ocorreu após os impactos climáticos provocados pelo El Niño em 2024, quando a estiagem e as altas temperaturas afetaram importantes áreas produtoras do Centro-Oeste. Mesmo com a recuperação, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu recorde na série histórica.
A PAM também passou por mudanças metodológicas em 2025, com a inclusão de novos produtos, como abóbora, pimentão, milho verde, morango, gergelim, canola e cenoura, entre outros.
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