Uma marianinha-de-cabeça-amarela, também conhecida como periquito-d’anta, foi flagrada na copa de uma árvore em uma Área de Preservação Permanente (APP) entre Nova Canaã do Norte e Colíder, no Mato Grosso. O registro ocorreu na área do reservatório de uma usina hidrelétrica durante atividades de reconhecimento da fauna local.
De acordo com as informações divulgadas, a ave é considerada rara e ameaçada de extinção. A espécie está classificada como Em Perigo (EN) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e integra a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.
O registro foi realizado durante a execução de programas ambientais voltados ao reconhecimento dos animais que vivem na região. A marianinha-de-cabeça-amarela é considerada difícil de ser avistada porque costuma permanecer nas partes mais elevadas das árvores da Amazônia.
Originária do Sul do Rio Amazonas, a espécie pertence ao grupo dos periquitos e maritacas e também pode ser encontrada no Peru e na Bolívia. O nome científico é Pionites leucogaster, e existem três subespécies, com variações na coloração das penas.
A ave mede cerca de 23 centímetros e sua reprodução ocorre principalmente em janeiro, período em que a fêmea coloca ovos branco-amarelados. O registro integra as atividades ambientais realizadas na área de preservação do reservatório.
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