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Vestidos de noiva em SP: dona de loja diz ter sofrido golpe de R$ 1 milhão


A interrupção na produção de vestidos de noiva da loja My Vintage Dress, localizada na zona Oeste de São Paulo, teria ocorrido após uma funcionária desviar cerca de R$ 1 milhão, segundo a proprietária da loja, Camila Rossi, que depôs à Polícia Civil nesta sexta-feira (4) após clientes registrarem boletins de ocorrência por suposto estelionato.

De acordo com o advogado Luiz Augusto D’Urso, que representa a defesa de Camila, após descobrir o golpe, a proprietária percebeu que enfrentaria dificuldades para continuar as operações da loja e decidiu fechá-la temporariamente para concluir a produção dos vestidos que já tinham sido contratados por algumas clientes.

Ainda conforme a defesa, Camila também teria levantado cerca de R$ 600 mil do próprio bolso para arcar com os gastos e manter a empresa funcionando em uma escala de trabalho menor. A proprietária, inclusive, alegou que precisou demitir alguns funcionários após o prejuízo.

A defesa de Camila afirmou ainda que, apesar de não dar conta de responder o alto volume de mensagens que está recebendo sobre os prazos de entrega, a loja está tentando finalizar os vestidos de acordo com as datas de casamento marcadas.

“Mesmo diante de tudo isso, a Sra. Camila continua trabalhando, com as costureiras em casa também trabalhando, para manter as entregas. E mesmo em atraso, tem honrado as entregas antes dos casamentos. Espera-se que, com o reestabelecimento da normalidade, e a possibilidade de reacesso na loja e na produção, seja possível normalizar a operação, a comunicação e as entregas”, concluiu o advogado.

Tumulto e incertezas

Na última semana, a loja de vestidos tornou-se alvo de críticas e denúncias após anunciar a suspensão dos trabalhos. Algumas clientes se reuniram em frente ao estabelecimento na terça-feira (1°) em busca de respostas ao serem informadas em grupos de mensagem sobre uma possível falência da My Vintage Dress.

Após a repercussão do caso, Camila veio às redes ainda na terça se pronunciar e alertar que a loja não havia quebrado financeiramente e que continuava trabalhando na fabricação dos vestidos das noivas que já haviam fechado a produção com ela antes da descoberta do golpe.

SP: Loja de vestidos diz sofrer ameaças após noivas denunciarem estelionato

No comunicado publicado na página da loja, a dona disse que, na segunda-feira (31), um grupo de mais de 50 pessoas invadiram o estabelecimento e alguns vestidos foram retirados sem autorização. Após esse episódio, ela decidiu guardar as peças em outro local com segurança.

Sobre o que teria causado o fechamento da loja, Camila disse que havia tido uma “grave situação interna” que impediu a loja de continuar funcionando, mas não detalhou o motivo à época.

Entre as clientes afetadas está Mari Sgarbosa, que contratou uma confecção sob medida em abril e afirma que tentava agendar provas do vestido, mas os compromissos eram cancelados.

Já Mayra Fernandes relatou ter pago R$ 10 mil pelo aluguel de duas peças e afirma que não recebeu informações sobre reembolso ou previsão de entrega após a suspensão das atividades.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que ocorrências relativas ao caso estão sendo registradas como estelionato e as autoridades policiais avaliam cada situação para adotar as medidas cabíveis. A pasta não informou o número de casos já registrados.

Ação de despejo

A My Vintage Dress também enfrenta uma ação de despejo pela falta de pagamentos em São Paulo no valor de R$ 720 mil. O processo foi protocolado nesta quinta-feira (3) na 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros.

A loja teria deixado de pagar as parcelas do IPTU referentes a abril, maio, junho, julho e agosto de 2026. A dívida acumulada de IPTU é de R$ 41.288,17. Com juros e correções previstos no contrato, o valor cobrado na Justiça chega a R$ 45.416. Caso a empresa seja citada e não quite o débito e os encargos no prazo de 15 dias, os proprietários pedem a rescisão do contrato e o despejo coercitivo.

A defesa de Camila Rossi informou que a proprietária não foi comunicada sobre o processo, mas acompanha o caso.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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