Karine Arruda/ Repórter MT
Governador cita obra na BR-163, considerada uma das principais vias de escoamento da produção no Estado.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição pela coligação Mato Grosso Não Pode Parar, detonou o senador Wellington Fagundes (PL) após o primeiro debate oficial da corrida ao Palácio Paiaguás, realizado hoje (1) nos estúdios da TV Vila Real, em Cuiabá. O chefe do Executivo estadual atribuiu o destravamento de obras de infraestrutura no Estado ao fim do controle político exercido por Wellington no antigo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) ao longo de sucessivas administrações presidenciais.
Pivetta questionou a autoridade moral e o histórico administrativo do adversário, apontando uma longa hegemonia de influência política nos governos de Dilmar Rousseff, Michel Temer e Lula Segundo o governador, foi a articulação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teria expulsado Wellington do DNIT, que permitiu ao Estado avançar em obras históricas e assumir a gestão de rodovias federais.
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Na avaliação do candidato à reeleição, a saída de Fagundes do controle do DNIT foi o divisor de águas para que o governo mato-grossense conseguisse viabilizar a duplicação da rodovia BR-163 e assumir a administração de outros trechos rodoviários estratégicos que antes sofriam com impasses e atrasos burocráticos.
Pivetta destacou que foi justamente a saída do senador do comando da pasta que abriu caminho para as parcerias de infraestrutura: “Foi por isso que nós conseguimos duplicar a BR-163, com a expulsão desse cara do DNIT, que nós conseguimos o governo conseguir assumir a BR-163, o governo conseguir assumir a MT-010, que ele não queria“.
Conforme dados da Concessionária Nova Rota do Oeste, o ritmo das obras de duplicação da BR-163 foi acelerado para ser concluído em quatro anos, metade do prazo original previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a ANTT. Até o momento, o Estado entregou 230 quilômetros de pistas novas (100 km em 2024 e outros 130 km este ano), resultado que ajudou a derrubar em 95% os acidentes com morte no trecho entre Diamantino e Nova Mutum.
O cronograma atual prevê a entrega de mais 88 km de pista nova até dezembro de 2026, além de novos pacotes de investimentos que incluem a duplicação até Rosário Oeste e a área de escape na Serra de São Vicente.
Veja o vídeo:










