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“O único poder que me interessa é o de fazer”, afirma Pivetta ao defender novo mandato


JB News

Por Nayara Cristina

Governador diz ter “vaidade zero”, promete manter investimentos entre 15% e 20% das receitas e defende atuação integrada com os municípios

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que sua permanência na política não é motivada pela busca de poder ou prestígio pessoal, mas pela oportunidade de servir à população e transformar os recursos públicos em resultados concretos.

Durante entrevista concedida à Jovem Pan nesta segunda-feira (31), Pivetta defendeu a continuidade de um modelo de gestão voltado à realização de obras, ao fortalecimento dos municípios e à manutenção da capacidade de investimento do Estado.

“Eu me sinto muito bem sem poder. Para mim, o único poder que interessa é o poder de fazer. Estou muito tranquilo e tenho vaidade zero. O que eu quero é a oportunidade de servir ao meu Estado, que me deu tudo e me permitiu escrever a história que escrevi a partir de Lucas do Rio Verde”, declarou.

Ao apresentar as razões pelas quais pretende conquistar um mandato próprio à frente do Palácio Paiaguás, Pivetta afirmou que deseja governar para todos os segmentos da sociedade mato-grossense, independentemente de posições políticas ou partidárias.

Segundo ele, o principal desafio é assegurar que Mato Grosso permaneça com as contas equilibradas e tenha condições de converter uma parcela significativa da arrecadação em obras, serviços e políticas públicas.

“Quero governar para todo o conjunto da sociedade mato-grossense e assegurar um Estado realizador, que continue investindo de 15% a 20% de suas receitas e devolvendo ao povo aquilo que ele espera do Estado”, disse.

Pivetta também relacionou sua forma de administrar à experiência acumulada durante os mandatos como prefeito. Ele comandou Lucas do Rio Verde por três vezes e também administrou Nova Mutum, períodos que, segundo o governador, permitiram conhecer de perto os problemas enfrentados pelas cidades e o funcionamento da máquina pública.

“Eu tenho uma história de serviço público e de doação. A política foi um lugar em que me encontrei para me relacionar com as pessoas de maneira produtiva. Em Lucas do Rio Verde, escrevi minha história e fizemos de lá uma das melhores cidades para viver no Brasil. Depois, replicamos esse modelo em Nova Mutum”, destacou.

Para o candidato do Republicanos, uma gestão eficiente não deve ser avaliada apenas por números administrativos, mas principalmente pela capacidade de melhorar a realidade cotidiana da população. Pivetta afirmou que pretende conduzir um governo cujos avanços possam ser percebidos diretamente por quem mora no Estado.

“Quero ser o governador que faça as pessoas perceberem que está muito melhor viver em Mato Grosso”, afirmou.

A proposta apresentada pelo governador inclui uma atuação próxima das prefeituras e a concentração dos investimentos nas áreas consideradas essenciais. Saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, saneamento básico, qualificação profissional e desenvolvimento econômico estão entre as prioridades citadas por Pivetta.

Ele sustentou que os municípios conhecem com maior precisão as necessidades da população, razão pela qual devem receber condições para executar políticas públicas e oferecer serviços com mais eficiência.

“Eu sou município de corpo e alma. O povo mora no município. Depois vem o Estado. Quanto mais longe o poder, menos eficiente ele é. Isso é natural. Quero fazer o simples bem feito, dar condições aos municípios, dar publicidade aos nossos atos e permitir que os órgãos façam os controles”, declarou.

Pivetta também defendeu transparência administrativa e fiscalização dos atos públicos. Para ele, o fortalecimento das cidades deve ocorrer junto ao funcionamento dos mecanismos de controle, de forma que os investimentos possam chegar à população sem comprometer a responsabilidade fiscal.

Ao falar sobre o futuro político, o governador afirmou que pretende transformar a eventual vitória nas urnas em um mandato marcado por entregas e pela ampliação das condições de desenvolvimento de Mato Grosso.

“Se eu chegar a governador do Estado com um mandato meu, e o povo me conceder essa graça, vou honrar com todas as minhas forças. Tenho certeza de que farei um mandato de muitas realizações, porque esse é o meu jeito e essa é a minha história de resultados. Mato Grosso tem vocação para ser o melhor Estado do Brasil”, concluiu.

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