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Fóssil de criatura de 324 milhões de anos com 24 membros e apenas 49 milímetros é descoberto


Um fóssil de uma criatura com 24 membros e 324 milhões de anos, que foi encontrado no Texas, pode ajudar a entender a evolução do corpo dos primeiros insetos para chegar até as formas atuais.Nomeado como Chosha praecursor, o pequeno inseto tem apenas 49,66 milímetros, incluindo a extensão da causa, mas apenas 32,09 mm da cabeça ao ápice do abdômen.

A pesquisa da descoberta analisa que o fóssil, diferente de insetos modernos, apresenta patas mais articuladas e desenvolvidas nos segmentos do abdômen. É apontado também que as patas traseiras são achatadas e sem garras.

Dessas 24 patas do animal, os pesquisadores perceberam que apenas seis eram usadas para locomoção terrestre e as outras 18 eram para apoio e respiração. Essas seis patas que eram usadas para se locomover estavam ligadas ao tórax, assim como é nos insetos modernos.

A diferença é que Chosha praecursor também apresentava apêndices nos segmentos de 1 a 9 do abdômen. Essas características das seis patas traseiras se assemelha bastante com Brânquias, o que pode indicar que o inseto era subaquático e anfíbio.

O estudo publicado na revista Nature, na última quarta-feira (26), e pode ser acessado neste link. Ao todo, são quatro países envolvidos: Reino Unido, China, Estados Unidos e Espanha. O trabalho foi liderado pelo pesquisador Erik Tihelka, da Universidade de Cambridge e do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing

Os cientistas analisaram mais dois fósseis e descobriram que todos pertenciam a um mesmo grupo ancestral de insetos primitivos, descoberta que ajuda a contar de maneira mais precisa a trajetória evolutiva dos insetos.

Os pesquisadores explicam que a anatomia do fóssil indica que nem sempre o aspecto das seis patas esteve presente na linha evolutiva da espécie.

A descoberta indica que os ancestrais dos insetos eram os pancrustáceos e que tinham apêndices adicionais no corpo. De acordo com o estudo, conforme a evolução foi acontecendo, a estrutura foi se modificando os insetos, que passaram a viver de maneira mais livre da água, até que essas habilidades foram totalmente perdidas.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 



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