A partir de agora, a campanha entra em uma nova fase, com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. Ela chega efetivamente às ruas e nos lares das pessoas.
Daqui até outubro, duas variáveis podem afetar as eleições. Uma é a questão da economia e outra, sem dúvida nenhuma, é a da corrupção.
O governo Lula (PT) tem problemas com investigações em curso, assim como a campanha da oposição.
Há algumas questões Flávio Bolsonaro (PL) ainda precisa explicar sobre o filme “Dark Horse”. E o caso do presidente Lula envolve relações de alguns aliados com o Banco Master e a situação de seu filho Lulinha.
A campanha vai ser decidida a partir de agora entre quem errar menos, e isso nas duas candidaturas. E, sem dúvida nenhuma, a questão da corrupção pode fazer a diferença em favor de uma ou de outra campanha.
De apostas, o presidente Lula mira em uma agenda positiva no Congresso Nacional. Houve intensa articulação por parte do governo em relação à agenda prioritária para ser votada na semana de esforço concentrado no Congresso.
Notadamente: o fim da escala 6×1 e a Medida Provisória que trata da “taxa das blusinhas”; mas também os projetos de lei de minerais críticos, sobre o tratamento tributário especial para a data centers e a PEC da Segurança Pública.
O presidente Lula começa essa fase da campanha em um quadro mais difícil do que em relação a 2022.
Naquele ano, em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente tinha uma vantagem maior, por exemplo, nos estados do Sudeste.
A eleição está absolutamente em aberto e pode ser definida por um detalhe a favor de um ou de outro candidato.
* Cristiano Noronha é cientista político e vice-presidente da Arko Advice. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW










