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Durante coletiva, Natasha rebate bolsonarista sobre banalização dos feminicídios


A médica e candidata ao governo estadual Natasha Slhessarenko (PSD) – que integra a aliança com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdo B, PV) –  rebateu duramente as declarações de Antônio Galvan (Avante), postulante ao Senado, que minimizou a eficácia da legislação protetiva feminina. Natasha, que se posiciona no campo da esquerda progressista na disputa, repudiou a tese de Galvan, que associou o feminicídio a fatores puramente econômicos e defendeu que o problema é factual e mensurável.

Ao citar os recordes de violência doméstica no estado, durante coletiva de imprensa ontem (20), a candidata lembrou que quatro mulheres foram assassinadas na última semana. “O tamanho da crise é confirmado por dados oficiais: o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que Mato Grosso teve a terceira maior taxa de feminicídios do país em 2025. O reflexo real desses números apareceu em crimes bárbaros recentes, incluindo o assassinato de Janaíne de Oliveira em Sorriso e o ataque em Nova Mutum, onde uma mulher de 32 anos sobreviveu após ser esfaqueada 15 vezes pelo ex-companheiro, que violou medidas protetivas e usava tornozeleira eletrônica”, exclamou.

O QUE DISSE GALVAN – A reação de Natasha Slhessarenko ocorreu logo após declarações polêmicas de Antônio Galvan, produtor rural e um dos principais nomes da ala conservadora de direita na eleição mato-grossense. Em falas recentes à imprensa, Galvan criticou abertamente o endurecimento das penas de até 40 anos previstas pelo novo Pacote Antifeminicídio (Lei 14.994/2024), classificando a mudança como “infeliz”.

Ele argumentou que não vê diferença prática entre o assassinato de uma mulher e o de um homem, defendendo que a legislação penal não deveria estabelecer distinções baseadas em gênero. “Quando se diferenciam as leis, ficam parecendo cotas”, disparou o postulante ao Senado, que também cobrou da imprensa uma suposta falta de ênfase em casos nos quais homens figuram como vítimas de companheiras. “E o masculinicídio?”, questionou o candidato.

Para Galvan, o avanço da violência decorre de “guerras familiares” inflacionadas por crises financeiras nos lares, e não de uma questão estrutural de opressão de gênero.

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