Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
Uma coleta simples, feita em poucos minutos na parte interna da bochecha, pode se transformar em uma nova possibilidade de resposta para famílias que convivem com a ausência de uma pessoa desaparecida. Entre os dias 24 e 28 de agosto, a Politec de Nova Mutum/MT participa da campanha de coleta de DNA de familiares de desaparecidos, com o Dia D marcado para quarta-feira (26).
Durante a mobilização, quem possui um familiar desaparecido poderá comparecer à unidade da Politec levando apenas o boletim de ocorrência que registra o desaparecimento. Excepcionalmente durante a campanha, não será necessária uma requisição de coleta expedida pela Polícia Civil.
A facilidade busca ampliar a participação das famílias e alimentar o Banco Nacional de Perfis Genéticos, onde o material coletado poderá ser confrontado com outros perfis disponíveis para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.
Boletim de ocorrência é obrigatório
Em Nova Mutum, há uma orientação importante: a Politec não fará o registro do boletim de ocorrência no momento da coleta.
Caso o desaparecimento ainda não tenha sido formalmente comunicado, o familiar deverá primeiro procurar a Polícia Judiciária Civil para registrar a ocorrência. Somente depois, com o boletim em mãos, poderá comparecer à Politec.
Segundo as informações repassadas pela unidade, não é necessário aguardar 24 horas após o desaparecimento para registrar a ocorrência.
A campanha também muda temporariamente uma etapa do procedimento. Fora do período especial, a coleta de DNA continua disponível, porém o familiar precisa procurar a delegacia para obter uma requisição antes de se dirigir à Politec.
Entre os dias 24 e 28, o próprio boletim de ocorrência será suficiente para solicitar a coleta.
Parentes próximos são prioridade
Para aumentar a possibilidade de identificação, a orientação é que a coleta seja realizada, preferencialmente, em familiares com maior proximidade genética da pessoa desaparecida.
No caso de um filho desaparecido, por exemplo, a preferência é pela coleta de material da mãe, do pai e de irmãos. Parentes como tios e primos também possuem vínculo genético, mas o grau de parentesco mais distante pode dificultar o processo de comparação.
Outra possibilidade é apresentar objetos de uso exclusivamente pessoal do desaparecido, desde que possam fornecer material genético. Entre os exemplos estão escova de dentes e escova de cabelo utilizadas pela pessoa.
Coleta é rápida e indolor
O procedimento é simples. Um cotonete próprio para coleta é passado suavemente pela parte interna da bochecha do familiar para obter células que serão utilizadas na análise genética.
A técnica é rápida, indolor e não invasiva, sem necessidade de coleta de sangue.
O material obtido será destinado ao banco de perfis genéticos para comparação e busca de possíveis correspondências que possam contribuir para a identificação de pessoas desaparecidas.
A coleta poderá ser realizada na unidade por profissionais habilitados que estiverem de plantão, conforme a organização do serviço.
Para as famílias que aguardam notícias, a campanha representa uma oportunidade de inserir ou reforçar informações genéticas capazes de contribuir para futuras identificações. A coleta, no entanto, não significa que haverá uma correspondência imediata: o DNA passa a integrar o processo de comparação com os perfis disponíveis.
FIQUE BEM INFORMADO PARTICIPE DA COMUNIDADE NO WHATSAPP
CURTA NOSSAS REDES SOCIAIS: FACEBOOK – INSTAGRAM – THEADS – X (TWITTER) – YOUTUBE – TIKTOK









