Uma solução para esse problema é modificar os blocos de construção do mRNA — especificamente, substituir o aminoácido U, ou uridina, por seus análogos químicos, a pseudouridina e a N1-metilpseudouridina. Essa sutil alteração química evita uma resposta imune indesejada, ao mesmo tempo em que permite que o mRNA terapêutico instrua a célula a produzir a proteína que ele codifica. O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2023 foi concedido aos cientistas responsáveis por essa descoberta revolucionária. Tanto as vacinas de mRNA contra a COVID-19 da Pfizer-BioNTech quanto as da Moderna utilizam essa técnica.










