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Ministério Público de Mato Grosso destaca tecnologia contra o desmatamento ilegal e faz alerta na Exposul


A punição célere de autores de queimadas e desmatamentos ilegais e os riscos irreversíveis da degradação nos biomas de Mato Grosso foram os eixos centrais da participação do procurador de Justiça Gerson Barbosa no programa MP por Elas.

A entrevista ao vivo ocorreu no estúdio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) instalado na 52ª Exposul, em Rondonópolis.

Coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Desmatamento Ilegal e Queimadas (Gaediq) — criado em 2024 —, Gerson Barbosa relembrou o pioneirismo do MPMT na adoção de monitoramento por satélite em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), modelo que virou referência nacional de fiscalização.

Da tecnologia ao combate ao crime ambiental

Tecnologia contra o desmatamento

O procurador ressaltou iniciativas institucionais que aliam ciência, agilidade e proteção aos recursos hídricos:

  • Sistema de Cálculo do Dano Ambiental (Siscalc): Ferramenta tecnológica que otimizou expressivamente o tempo de valoração de indenizações ambientais. “Antigamente, esses cálculos demoravam em média 136 dias. Hoje, com o Siscalc, são feitos em 20 minutos”, revelou o procurador.

  • Projeto Água para o Futuro: Criado em 2016 e premiado internacionalmente, atua na identificação, preservação e restauração de nascentes e áreas de preservação permanente (APPs).

  • Fim da “regularização posterior”: O procurador reforçou que o desmatamento legal exige autorização prévia. A tentativa de apresentar Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou projetos de recuperação após a derrubada não apaga o crime. “Mesmo que depois ele apresente um projeto de área degradada ou o requerimento do CAR, ele responderá administrativa e criminalmente”, enfatizou.

Alerta sobre o “ponto de não retorno” nos biomas de Mato Grosso

Outro ponto de destaque foi o alerta científico sobre o ponto de não retorno — estágio crítico em que a degradação impede a regeneração natural dos ecossistemas.

Por abrigar três biomas fundamentais (Amazônia, Cerrado e Pantanal), Mato Grosso encontra-se em posição de alta vulnerabilidade frente às mudanças climáticas:

“O ponto de não retorno é um limite crítico apontado por estudos científicos. Ao atingirmos esse ponto, não teremos mais um meio ambiente ecologicamente equilibrado”, alertou Barbosa, citando como consequências diretas a alteração no regime de chuvas, estiagens severas e perda de biodiversidade.

Presença institucional na 52ª Exposul

A participação no Parque de Exposições Wilmar Peres integrou o projeto Diálogos com a Sociedade. Além das entrevistas e ações ambientais, o espaço do MPMT abrigou uma exposição fotográfica em homenagem às vítimas de feminicídio em Mato Grosso, convocando a população ao combate contínuo à violência de gênero.

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