Jovens e adultos que não conseguiram concluir a educação básica têm uma oportunidade de retomar os estudos e conquistar a certificação escolar por meio do Exame Certifica Mais MT, programa do Governo de Mato Grosso disponível na Escola Estadual Cívico-Militar Dom Bosco, em Lucas do Rio Verde.
Segundo o diretor da unidade, professor Rodrigo Szablewski, o exame é destinado a pessoas com 15 anos ou mais que desejam obter a certificação do Ensino Fundamental e a candidatos com 18 anos ou mais que buscam concluir o Ensino Médio.
De acordo com o diretor, o processo é simples. O interessado deve procurar a secretaria da escola, realizar a inscrição por meio de um QR Code disponível no local e agendar a data e o horário da prova. O atendimento ocorre das 7h às 21h, com acompanhamento de técnicos preparados para orientar os candidatos durante todo o processo.
As avaliações são realizadas em um computador da própria escola, em ambiente reservado. Para receber o certificado de conclusão, o candidato precisa ser aprovado em todas as áreas do conhecimento avaliadas. Caso seja aprovado apenas em parte das disciplinas, a certificação completa só será emitida após a aprovação nas demais áreas.
Material de estudo disponível
Rodrigo Szablewski destaca que o candidato tem autonomia para se preparar antes da avaliação. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) disponibiliza gratuitamente uma apostila específica para o exame, acessível por meio de pesquisa na internet pelo termo “Exame Certifica Mais MT”.
Além do material oficial, o diretor recomenda que os participantes estudem conteúdos relacionados e resolvam provas de edições anteriores para aumentar as chances de aprovação.
Diferença entre o Certifica Mais MT e a EJA
Durante a entrevista, o diretor também esclareceu uma dúvida comum da população: o Exame Certifica Mais MT não substitui a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Enquanto a EJA exige frequência às aulas durante um período determinado, realização de atividades e avaliações ao longo do curso, o Certifica Mais MT funciona exclusivamente por meio de prova. Quem já possui os conhecimentos necessários pode realizar o exame e, sendo aprovado, conquistar diretamente a certificação.
Segundo Rodrigo, trata-se de uma alternativa para quem interrompeu os estudos, adquiriu conhecimento ao longo da vida e deseja regularizar rapidamente sua escolaridade.
Candidatos próximos da idade mínima também podem participar
Outro ponto destacado é que pessoas que ainda não atingiram a idade mínima para receber o certificado também podem realizar o exame.
Quem possui cerca de 17 anos e oito meses, no caso do Ensino Médio, ou 14 anos e oito meses, para o Ensino Fundamental, já pode fazer as provas. Se aprovado, o candidato aguarda apenas completar a idade exigida para retirar oficialmente o certificado.
Certificado abre portas no mercado de trabalho
O diretor enfatizou que a conclusão da educação básica tornou-se um requisito importante para o mercado de trabalho, promoções profissionais e ingresso no ensino superior.
Segundo ele, diversos candidatos procuram a escola porque empresas passaram a exigir o certificado para progressão na carreira ou contratação. Há também casos de pessoas que precisam regularizar a escolaridade para ingressar em cursos de graduação.
Rodrigo citou ainda situações de trabalhadores contratados pela própria escola que recorreram ao exame para concluir o Ensino Fundamental e atender às exigências do cargo.
Além dos brasileiros, estrangeiros que desejam trabalhar no país também precisam apresentar a documentação escolar devidamente validada para atuar no mercado formal.
Documento deve permanecer com o proprietário
Ao final da entrevista, o diretor fez um alerta importante: o certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou Médio é um documento pessoal e não deve permanecer retido por empresas, universidades ou outras instituições.
Segundo ele, o ideal é entregar apenas cópias autenticadas ou apresentar o documento original para conferência, preservando o certificado em posse do próprio titular. A emissão de segunda via pode ser burocrática e, em alguns casos, exige registro de boletim de ocorrência quando há perda do documento.
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