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Especialista: Pedido do Brasil na OMC sobre tarifaço dos EUA é simbólico


O Brasil formalizou um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e a China solicitou participar do processo como terceira parte. Para José Pimenta, colunista do CNN Money, ao WW, o gesto é, acima de tudo, político, diplomático e simbólico.

Pimenta explicou que o objetivo central da iniciativa brasileira é demonstrar que as medidas adotadas pelos americanos não são direcionadas a um único país ou a um conjunto específico de nações, mas afetam o multilateralismo como um todo.

“É um gesto extremamente político, diplomático, simbólico, no sentido de demonstrar que o que os Estados Unidos estão fazendo não é direcionado somente a um determinado país”, afirmou.

Regras históricas em xeque

Pimenta destacou que as tarifas americanas ferem princípios fundamentais da OMC, como o da nação mais favorecida e as regras de concessão tarifária. Segundo ele, há uma contradição clara: os EUA delimitam um teto tarifário na organização e aplicam outro internamente.

O especialista lembrou ainda que os próprios Estados Unidos tiveram papel central na construção do sistema multilateral de comércio, desde as discussões no pós-Segunda Guerra Mundial, passando pelo Sistema GATT até a criação da OMC.

Sobre a participação chinesa, Pimenta foi enfático ao esclarecer que a China não é coautora da ação brasileira.

“Ela está pedindo para participar da sala de consultas“, explicou. Para ele, o movimento busca multilateralizar algo que vinha sendo tratado em nível bilateral, elevando o debate ao plano multilateral.



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