A policial penal Jorcenilma Franca Viegas afirmou que agiu “por amor aos meus filhos” ao deixar a sede da Polinter, na manhã desta quinta-feira (6), em Cuiabá, onde passou a noite presa após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.
Questionada se o entregador Carlos Filipe Magalhães Fernandes a estaria ameaçando, a investigada respondeu: “Muito…”. Ao ser perguntada se estava arrependida, limitou-se a dizer: “A verdade vai vir à tona com a Justiça”.
Na sequência, Jorcenilma foi encaminhada ao Fórum de Cuiabá, onde passará por audiência de custódia. A prisão preventiva foi decretada pela 12ª Vara Criminal da Capital pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e fraude processual.
A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que as imagens de câmeras de segurança não confirmam a versão apresentada pela policial de que a vítima teria tentado tomar sua arma de fogo. As gravações foram um dos principais elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva e a apuração pelo suposto crime de fraude processual.
O caso ocorreu no dia 22 de julho, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Conforme a Polícia Civil, Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, encontrou um iPhone durante o trabalho e entrou em contato com o número exibido na tela do aparelho para devolvê-lo. A policial teria marcado um encontro, informando que faria um PIX de R$ 100 como recompensa. Ao chegar ao endereço combinado, o entregador foi atingido por disparos de arma de fogo. A família da vítima nega que ele tenha exigido qualquer quantia em dinheiro para devolver o celular e sustenta que ele apenas buscava entregar o aparelho ao proprietário.










