As chuvas registradas no fim de julho reduziram o ritmo da colheita de café arábica no Cerrado Mineiro. Levantamento da Expocacer mostra que os trabalhos atingiram 66% da área de atuação da cooperativa até 31 de julho, abaixo dos 70% registrados no mesmo período do ano passado.
Apesar do atraso, a expectativa continua sendo de uma safra maior em 2026, impulsionada pelo ciclo de bienalidade positiva das lavouras.
Segundo a cooperativa, as precipitações acima do esperado interromperam a colheita mecanizada, dificultaram o recolhimento do café de chão e o transporte da produção em diversas propriedades.
A umidade também elevou os desafios para a preservação da qualidade dos grãos, obrigando produtores a suspender temporariamente parte das operações até a melhora das condições de campo.
Mesmo com a desaceleração, o beneficiamento da safra também avançou.
Cerca de 46% do volume já colhido passou pelo processamento, com rendimento médio de aproximadamente 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos, indicador acompanhado pelo setor para avaliar a produtividade e a qualidade da colheita.
A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de recuperação do ritmo. A previsão de tempo seco no Cerrado Mineiro deve favorecer a retomada da colheita, melhorar as condições de tráfego nas lavouras e acelerar tanto a secagem quanto o beneficiamento dos grãos.
A Expocacer projeta uma produção de cerca de 2,86 milhões de sacas de café arábica na safra 2026/27 em sua área de atuação, alta próxima de 40% em relação ao ciclo anterior, refletindo o potencial produtivo das lavouras neste ano de bienalidade positiva.











