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Três jornalistas da TV Centro América recebem prêmio por atuação na promoção da igualdade racial




Os homenageados do Prêmio Geraldo Henrique Costa
TV Centro América
Três jornalistas da TV Centro América foram homenageados na noite dessa quarta-feira (29), em Cuiabá, durante o Prêmio Geraldo Henrique Costa. A premiação reconhece pessoas e instituições que contribuem para a promoção da igualdade racial, da cultura afro-brasileira e da justiça social.
Receberam a homenagem a apresentadora Lorraine Costa, o chefe de reportagem Aldair Santos e a produtora Larissa Alves. A cerimônia foi realizada no Cine Teatro Cuiabá e integra a programação do Festival Agitando a Resistência Negra, que segue até esta sexta-feira (30), no Centro Cultural Casa das Pretas.
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O prêmio foi criado para reconhecer pessoas e instituições que contribuem para a promoção da igualdade racial, da valorização da cultura afro-brasileira e da justiça social. A homenagem leva o nome de Geraldo Henrique da Costa, uma das principais lideranças do movimento negro organizado em Mato Grosso.
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Fundadora do Centro Cultural Casa das Pretas, presidente do Instituto de Mulheres Negras (Imune) e filha de Geraldo, Nieta Costa explicou que a premiação busca destacar trajetórias que contribuem para a construção de uma sociedade mais igualitária.
“A gente pensa nas pessoas que, dentro do seu trabalho, estão construindo uma sociedade mais justa, igualitária, livre de preconceito e de intolerância. Cada um fazendo o seu papel contribui para essa transformação”, disse.
Para a apresentadora Lorraine Costa, a homenagem representa mais do que um reconhecimento profissional. Segundo ela, o prêmio reforça a importância da representatividade e mostra que meninas e mulheres negras também podem ocupar espaços de destaque no telejornalismo.
“Eu penso sempre na importância da representatividade, eu carrego comigo a minha família e todas as pessoas negras que um dia sonharam com o telejornalismo. Esse prêmio é nosso! Quantas mulheres negras costumamos ver na apresentação de um telejornal? A Glória Maria abriu portas e hoje eu sou uma dessas mulheres negras que sonharam e vivem o jornalismo. Espero não ser a última, que venham muitas outras contadoras histórias, que acreditam que a informação com consciência racial transforma realidades”, contou.
Durante a cerimônia, o chefe de reportagem, Aldair Santos, destacou os avanços conquistados pelo movimento negro e ressaltou que a ampliação dos espaços ocupados pela população negra é resultado de décadas de mobilização e resistência.
“Hoje, com muita luta, aos poucos a população negra vem ganhando o seu espaço. É uma população com mais consciência dos seus direitos e que luta em defesa dos seus espaços. Isso é resultado das lutas iniciadas pelos nossos antepassados, corajosos, que há muitas décadas enfrentaram todas as dificuldades para combater a discriminação, o racismo e todos os tipos de preconceito”, contou.
A produtora Larissa Alves que também esteve entre os homenageados. Ela foi reconhecida pelo trabalho na reportagem “Os Sons da Resistência”, que mostra como a percussão e os instrumentos tradicionais ajudam a preservar a história, a identidade e a cultura da população negra.
Para Larissa, o reconhecimento reforça a importância de um jornalismo comprometido em dar visibilidade a histórias que, muitas vezes, ficam fora da cobertura da mídia.
“Tudo o que faço como jornalista e mulher negra é buscando dar voz ao que normalmente fica escondido. Fazer essa reportagem foi especial porque pude dar visibilidade para pessoas que nem sempre aparecem na mídia tradicional”, afirmou.



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