Os preços do petróleo interrompem três dias de queda e voltam a subir nesta quarta-feira (29), com a retomada das tensões no Oriente Médio nas últimas horas.
A retomada das hostilidades encerra um breve período de alívio, após suspensões de grandes ataques na região desde o fim de semana.
Por volta de 7h40, os contratos futuros do Brent – base para o mercado global – ganhavam mais de 4,4%, negociados a US$ 87,84.
Na mesma hora, o barril do tipo WTI – referência nos EUA – subia 4,3%, a US$ 82,70.
O movimento encerra três dias de queda nos valores, com os preços atingindo a menor cotação em duas semanas.
Na véspera, os contratos futuros do Brent caíram US$ 4,27, ou 4,8%, fechando a US$ 84,09 o barril, enquanto o petróleo WTI dos Estados Unidos caiu US$ 3,35, ou 4,1%, fechando a US$ 79,26.
Ataques no Iraque
Os ataques tiveram como alvo instalações da FMP nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, informou a FMP, causando danos de diferentes graus a vários quartéis-generais, veículos e equipamentos militares.
Em um comunicado anterior nas redes sociais, a 30ª Brigada do grupo afirmou que sete ataques aéreos atingiram locais estratégicos em Nínive, região no norte do Iraque, por volta das 3h20 da manhã, horário local, matando dez pessoas e ferindo seis.
Em resposta aos ataques, o primeiro-ministro iraquiano, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para quarta-feira (29), segundo um comunicado de seu gabinete.
“O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e as Forças Armadas da Arábia Saudita realizaram ataques de precisão no Iraque, em 28 de julho, contra terroristas alinhados ao Irã que foram orientados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) a atacar forças americanas e a infraestrutura energética saudita”, afirmou o CENTCOM em um comunicado.
A Arábia Saudita também confirmou os ataques em coordenação com o Comando Central dos EUA.
O Ministério da Defesa saudita afirmou ainda que o país não busca uma escalada do conflito, mas responderá a qualquer agressão.
Retomada de ataques
Os bombardeios americanos são os primeiros ataques aéreos no Oriente Médio desde a suspensão da ofensiva na semana passada, enquanto Teerã rejeitou um plano de Omã para gerenciar o Estreito de Ormuz.
O Irã afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases americanas na Jordânia, e os preços do petróleo voltaram a subir, à medida que a retomada dos combates e os reveses diplomáticos sinalizam que não há um fim próximo para a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em fevereiro.
Washington e Riad disseram ter atacado conjuntamente grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas.
As Forças de Mobilização Popular do Iraque são poderosos grupos paramilitares apoiados por Teerã e incorporados às forças de segurança formais iraquianas.
Foi a primeira grande ação militar dos EUA no Oriente Médio desde a última sexta-feira, quando o presidente Donald Trump suspendeu abruptamente uma intensa campanha de bombardeios após 13 dias, tendo sido aconselhado por comandantes de que a estratégia havia chegado ao fim.
*Com Reutes e CNN Internacional











