Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no Japão, nesta terça-feira (28), deixando 50 pessoas feridas e outras possivelmente mortas dentro de um shopping center parcialmente desabado, milhares de casas sem energia e fábricas com atividades suspensas.
Situado no “Círculo de Fogo”, um arco de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o Japão registra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior ocorridos no mundo e vivencia, a cada ano, até 2 mil abalos sísmicos perceptíveis pela população.
A seguir, estão alguns dos principais terremotos que atingiram o Japão nos últimos 15 anos:
- Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 e um tsunami atingiram o nordeste do país, matando quase 20 mil pessoas e causando a fusão do núcleo na usina nuclear de Fukushima, o que resultou no pior desastre nuclear do mundo desde Chernobyl.
- Em 18 de junho de 2018, um terremoto de magnitude 6,1 em Osaka, a segunda maior metrópole do Japão, matou quatro pessoas, deixou centenas de feridos e paralisou linhas de produção em uma área industrial.
- Em 6 de setembro de 2018, um terremoto de magnitude 6,7 paralisou a ilha de Hokkaido, no norte do país, matando mais de 40 pessoas, provocando deslizamentos de terra e deixando seus 5,3 milhões de habitantes sem energia elétrica.
- Em 13 de fevereiro de 2021, um terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa de Fukushima, no leste do Japão, deixando dezenas de pessoas feridas e provocando cortes de energia generalizados na Grande Tóquio.
- Em 16 de março de 2022, um terremoto de magnitude 7,4 abalou novamente a costa de Fukushima, deixando três mortos e mais de 200 feridos, além de reacender memórias dos desastres que devastaram a região da costa do Pacífico pouco mais de uma década antes.
- Em 1° de janeiro de 2024, um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a remota península de Noto, na costa oeste do centro do Japão, no dia de Ano Novo. Mais de 300 pessoas morreram.
- Em 8 de agosto de 2024, um terremoto de magnitude 7,1 ao largo da costa do sul de Miyazaki desencadeou o primeiro alerta do Japão sobre riscos acima do normal de um megaterremoto, o qual foi suspenso uma semana depois.
Novo terremoto atinge o Japão
Um terremoto com magnitude de 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), segundo a Agência Meteorológica do Japão.
O desastre deixou milhares de casas sem energia, interrompendo os serviços ferroviários e acionando alertas de tsunami e réplicas.
O governo emitiu alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu, no sul do Japão.
Em declaração à imprensa, em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que a extensão dos danos materiais e o número de vítimas ainda estavam sendo avaliados.
“Já fomos informados de que houve feridos”, disse Takaichi. “Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro.”
De acordo com o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o tremor aconteceu a uma profundidade de dez quilômetros. A agência também classificou o tremor do solo como “severo”, com nível 8 — em uma escala de 1 a 10.
Um alerta de tsunami para ondas de até um metro foi emitido após o terremoto e cancelado posteriormente, informou a Agência Meteorológica do Japão.
Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de retirada, informou a agência de gerenciamento de desastres.
A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, retirou funcionários de sua fábrica na região por precaução, disse um porta-voz da empresa.
Um porta-voz da fabricante de eletrônicos Sony, que também possui uma fábrica na região, disse que estava monitorando a situação.
Moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes devem ficar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra, alertou um funcionário da JMA (Agência Meteorológica do Japão, na sigla em inglês).











