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Gaeco mira fraude de R$ 28,7 milhões em Lucas do Rio Verde e outras cidades de Mato Grosso, além de São Paulo


Uma investida da força-tarefa do Ministério Público põe a limpo um rastro de irregularidades financeiras que abalou a produção de algodão em Lucas do Rio Verde e outras cidades de Mato Grosso.

A segunda etapa da chamada Operação Safra Desviada foi para a rua para desarticular uma engrenagem ilegal acusada de surrupiar R$ 28,7 milhões do agronegócio mato-grossense, deixando prejuízos vultosos na conta de produtores e companhias do setor.

As apurações apontam que os investigados teriam articulado um emaranhado de empresas de fachada e operações financeiras dissimuladas para abocanhar quantias milionárias de forma ilícita, criando ainda artimanhas para escapar da fiscalização das autoridades.

Asfixia patrimonial e cerco aos bens

Para travar a continuidade dos delitos e tentar reaver o montante subtraído, o Judiciário decretou o bloqueio severo dos ativos atribuídos ao grupo. Entre as providências aplicadas nesta fase estão:

  • Varredura e Apreensão: 14 mandados de busca e apreensão autorizados;

  • Bloqueio de Luxo: Sequestro de uma aeronave e três veículos terrestres;

  • Devassa Financeira: Quebra dos sigilos bancário e fiscal de 10 alvos (pessoas físicas e jurídicas);

  • Bens Congelados: Indisponibilidade de imóveis e travamento de contas bancárias.

As buscas ocorrem de forma simultânea no interior de Mato Grosso — cobrindo Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah — e avançam sobre o território paulista, com alvos em Presidente Prudente e Álvares Machado.

Mobilização policial em dois estados

Para cumprir as ordens judiciais, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) mobilizou um robusto contingente da Polícia Militar de MT, acionando o 11º e 12º Batalhões, o 13º BPM de Lucas do Rio Verde, o efetivo de Tapurah e as Forças Táticas baseadas em Sinop, Sorriso e Nova Mutum. No estado de São Paulo, o apoio operacional ficou a cargo do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).

O Gaeco funciona como um braço permanente de combate às organizações criminosas no estado, unindo o Ministério Público (MPMT), a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Penal e o Sistema Socioeducativo.

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