O governo dos Estados Unidos confirmou, nesta quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A decisão, fundamentada na Seção 301 da legislação comercial americana, ocorre após o encerramento das negociações bilaterais em Washington e coloca o Brasil em uma posição de vulnerabilidade comercial nunca vista antes.
Embora commodities essenciais como petróleo, café em grão, carne bovina e celulose tenham ficado fora da lista inicial de sobretaxas, diversos setores da indústria e do agronegócio processado enfrentarão barreiras significativas a partir de 22 de julho.
Produtos que passarão a pagar a tarifa de 25%:
- Máquinas industriais e componentes;
- Açúcar e etanol;
- Madeira e derivados;
- Calçados e pneus;
- Determinados produtos de alumínio.
A disputa pelo Pix e a “Tecnologia de Pagamentos”
Um dos pontos mais sensíveis da investigação americana é o Pix. O governo dos EUA alega que o Brasil prejudica empresas norte-americanas de meios de pagamento ao favorecer o “campeão nacional”. Em contrapartida, o governo brasileiro mantém a posição de que o Pix é um patrimônio nacional e não está aberto a negociações que comprometam sua soberania ou regulação.
Brasil pode se tornar o 2º país mais tarifado pelos EUA
Projeções da Global Trade Alert indicam que, com a nova alíquota, o Brasil saltará da 13ª para a 2ª posição no ranking de países mais tarifados pelos Estados Unidos, ficando atrás apenas da China. A tarifa média efetiva sobre produtos brasileiros deve subir de 11,7% para 14,9%.
A estratégia de defesa do Governo Brasileiro
Em nota oficial, o Governo Federal repudiou a decisão, classificando a medida como “unilateral e injusta”. O Brasil anunciou que pretende adotar as seguintes medidas:
- Lei de Reciprocidade: Acionar instrumentos previstos na legislação aprovada pelo Congresso Nacional;
- OMC: Retomar o tema no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio;
- Diversificação: Intensificar a busca por novos mercados, reforçando acordos via Mercosul.
Nota: Este conteúdo jornalístico detalha os desdobramentos oficiais da decisão comercial entre Brasil e EUA, fundamentado em dados do MDIC e manifestações das autoridades competentes.
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