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China testa míssil balístico lançado de submarino e alerta países vizinhos


A China realizou nesta segunda-feira (6) um raro teste de um míssil balístico lançado por submarino no Oceano Pacífico, gerando críticas da Nova Zelândia e da Austrália por ações que, segundo elas, ameaçavam a paz e a estabilidade na região.

Um submarino da Marinha do Exército de Libertação Popular “lançou um míssil estratégico carregando uma ogiva falsa em direção ao alto mar relevante do Oceano Pacífico, que pousou precisamente dentro das águas designadas”, disse um comunicado do capitão Wang Xuemeng, porta-voz da Marinha do ELP.

“Este teste de lançamento fez parte da rotina do cronograma anual de treinamento militar da China”, disse Wang, acrescentando que as “nações envolvidas” foram informadas com antecedência sobre o exercício.

“A operação estava em conformidade com o direito e as práticas internacionais, sem visar nenhum país ou objetivo específico”, afirmou o capitão. A CNN solicitou um comentário ao Ministério da Defesa da China sobre o teste. Pequim não informou que tipo de míssil foi testado.

A Marinha do ELP (Exército de Libertação Popular) opera dois tipos de mísseis balísticos lançados a partir de submarinos: o JL-2 e o JL-3.

Este último possui alcance suficiente para atingir o território continental dos Estados Unidos a partir de águas próximas à costa da China, incluindo o Mar do Sul da China, segundo especialistas em mísseis.

O principal submarino lançador de mísseis balísticos da China é o Tipo 094, também conhecido como classe Jin; o país opera seis unidades dessa classe.

Pequim raramente divulga seus testes de mísseis, mas, de acordo com o Projeto de Defesa contra Mísseis do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o JL-3 foi testado pela primeira vez em 2018 e, posteriormente, mais uma vez um ano depois.

“Indesejável e preocupante”

O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, afirmou que a China disparou o míssil na segunda-feira em direção a águas da Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, estabelecida em 1986 pelo Tratado de Rarotonga. A China assinou os protocolos II e III do pacto em 1987.

O Protocolo II determina que os signatários não utilizem nem ameacem utilizar armas nucleares contra outras nações ou seus territórios dentro da zona; o Protocolo III proíbe testes nucleares na região.

“Mais cedo hoje, a China nos informou sobre seus planos de lançar um míssil balístico de longo alcance no Pacífico Sul”, disse Peters.

“A Nova Zelândia considera esse um desdobramento indesejável e preocupante. Nós, assim como nossos vizinhos de outros países do Pacífico, não temos interesse em que a China utilize o Pacífico Sul como local de testes para capacidades de mísseis”, afirmou o ministro.

Peters, da Nova Zelândia, afirmou que o teste chinês trouxe à tona lembranças de 2024, quando o Exército de Libertação Popular realizou um teste de lançamento de um míssil balístico intercontinental na região.

“Nós, como região, não devemos ficar de braços cruzados e permitir que tais testes se tornem normalizados ou rotineiros”, continuou ele.

No entanto, testes de mísseis são rotina para as potências nucleares.

Por exemplo, a Marinha dos EUA realizou, em setembro passado, quatro testes de seu míssil balístico Trident — lançado de submarino — ao largo da costa da Flórida, segundo um comunicado à imprensa.

A Índia testou um míssil balístico lançado por submarino em dezembro, e a Rússia realizou um teste de lançamento desse tipo de míssil em outubro passado.

A China vem expandindo sua frota de submarinos de propulsão nuclear como parte de um reforço geral de suas forças nucleares.

O teste mais recente de um míssil balístico intercontinental (ICBM) lançado pela China em direção ao Pacífico ocorreu em setembro de 2024, quando o país disparou um míssil DF-31B com capacidade nuclear da Ilha de Hainan, no Mar do Sul da China, em direção a águas abertas do Pacífico, próximo à Polinésia Francesa.

Foi o primeiro teste chinês de um ICBM em oceano aberto em 44 anos.

O relatório do Departamento de Defesa dos EUA afirma que a China geralmente realiza testes de mísseis dentro de suas próprias fronteiras, observando que, em dezembro de 2024, lançou vários mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) em rápida sucessão a partir de uma base de treinamento no oeste do país, “indicando a capacidade de lançar rapidamente múltiplos ICBMs baseados em silos”.

O relatório de dezembro de 2025 do Departamento de Defesa dos EUA sobre o poder militar da China afirma que o ELP encara tais testes como “uma opção para operações de dissuasão nuclear de média a alta intensidade”.



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