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O etanol de milho está criando uma nova “corrida pelo eucalipto” em Mato Grosso.
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O etanol de milho está criando uma nova “corrida pelo eucalipto” em Mato Grosso.


Durante muitos anos, o eucalipto foi visto em Mato Grosso como uma alternativa para recuperar áreas degradadas ou de baixa produtividade. Hoje, essa realidade mudou completamente. Impulsionadas pelo crescimento acelerado das usinas de etanol de milho, as florestas plantadas se transformaram em um dos segmentos mais promissores do agronegócio estadual, movimentando centenas de milhões de reais e criando uma nova cadeia econômica.

A expansão da produção de biocombustíveis elevou significativamente a procura por biomassa utilizada na geração de energia das indústrias. Com isso, produtores rurais e empresas passaram a enxergar o cultivo de eucalipto não apenas como uma atividade complementar, mas como um investimento estratégico para atender uma demanda que cresce ano após ano.

Esse novo cenário acompanha a rápida industrialização do agronegócio em Mato Grosso, que vem ampliando sua capacidade de transformar a produção agrícola dentro do próprio Estado. Acompanhe mais notícias do agronegócio de Mato Grosso.

Cada nova usina aumenta a necessidade de florestas plantadas

O avanço do etanol de milho está mudando profundamente a dinâmica do setor florestal.

Diferentemente do que muitos imaginam, além do milho, as usinas precisam de grandes volumes de biomassa para alimentar as caldeiras responsáveis pela geração de energia utilizada no processo industrial.

Segundo especialistas do setor, uma única unidade industrial pode demandar entre 20 mil e 30 mil hectares de florestas plantadas para garantir o abastecimento contínuo de madeira.

Com Mato Grosso caminhando para ampliar fortemente sua produção de etanol nos próximos anos, a necessidade por novas áreas de eucalipto cresce praticamente na mesma velocidade da instalação das novas indústrias.

Empresa apostou no eucalipto antes do boom do etanol

Muito antes de o etanol de milho transformar a economia mato-grossense, a Girassol Agrícola decidiu investir em um mercado que ainda despertava pouca atenção.

Há cerca de 18 anos, o grupo iniciou o plantio de eucalipto em áreas localizadas nas regiões de Jaciara e Alto Araguaia, inicialmente com o objetivo de recuperar solos arenosos e improdutivos para outras culturas agrícolas.

Na época, a madeira era destinada principalmente para atender indústrias ligadas ao processamento de soja.

Com a chegada das usinas de etanol de milho, porém, o cenário mudou completamente.

Hoje a empresa possui aproximadamente 10.500 hectares de florestas plantadas, formando uma das maiores áreas individuais de eucalipto de Mato Grosso.

“Quando iniciamos esse projeto, o uso do eucalipto como fonte de energia ainda era bastante limitado no Estado. O crescimento das usinas de etanol ampliou significativamente essa demanda”, afirma o CEO da Girassol Agrícola, Gilmar Meneghini.

Meta é faturar R$ 900 milhões até 2031

O avanço da biomassa já representa uma parcela importante da receita do grupo.

Segundo a empresa, a produção anual chega atualmente a cerca de 1 milhão de metros cúbicos de cavaco de madeira, utilizado no abastecimento das usinas de biocombustíveis.

O segmento responde por aproximadamente 7% do faturamento da companhia.

A expectativa é ampliar a área cultivada para 14 mil hectares nos próximos cinco anos, projeto que poderá elevar o faturamento acumulado do negócio para cerca de R$ 900 milhões até 2031.

Para chegar a esse estágio, a empresa investiu aproximadamente R$ 100 milhões em abertura de áreas, aquisição de mudas, mecanização, infraestrutura, colheita e formação de equipes.

Plano estadual aposta em 700 mil hectares de florestas plantadas

O potencial desse mercado também passou a fazer parte da estratégia do Governo de Mato Grosso.

No início deste ano foi lançado o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa, iniciativa que pretende ampliar a área de florestas plantadas para 700 mil hectares até 2040.

Além de atender à crescente demanda energética da indústria, o projeto busca estimular novos investimentos, recuperar áreas degradadas, diversificar a renda do produtor rural e fortalecer uma cadeia produtiva considerada estratégica para o futuro da economia estadual.

O crescimento das florestas plantadas acompanha outros investimentos em industrialização, logística e infraestrutura que vêm consolidando Mato Grosso como um dos principais polos de transformação do agronegócio brasileiro. Confira outras notícias de economia.

Nova cadeia produtiva fortalece o agro de Mato Grosso

A expansão do eucalipto demonstra como o agronegócio mato-grossense está passando por uma transformação silenciosa.

Se antes o Estado era reconhecido principalmente pela produção de soja, milho, algodão e carne bovina, agora ganha força uma nova etapa baseada na agregação de valor, na industrialização e na produção de energia renovável.

Essa mudança cria oportunidades para produtores rurais, investidores, transportadoras, empresas de máquinas agrícolas e prestadores de serviços, movimentando diversos setores da economia.

Além do retorno financeiro, o modelo permite transformar áreas antes pouco produtivas em ativos rentáveis, contribuindo para uma ocupação mais eficiente do solo e reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas.

Com novas usinas previstas para entrar em operação e uma demanda crescente por biomassa, a expectativa do setor é que as florestas plantadas deixem definitivamente de ser uma atividade complementar e passem a ocupar posição estratégica na matriz econômica de Mato Grosso durante a próxima década.

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DISPONÍVEL

Campo Novo do Parecis

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38,05

0,00

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0,00

Primavera do Leste

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Tangará da Serra

42,50

0,00

EXPORTAÇÃO JUL/2026

Campo Novo do Parecis

33,99

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Campos de Júlio

31,62

-1,25

Ipiranga do Norte

31,38

-1,24

Lucas do Rio Verde

33,48

-1,17

Porto dos Gaúchos

44,53

-0,89

Primavera do Leste

37,64

-1,05

Tangará da Serra

33,05

-1,19

FRETE GRÃOS

Campo Novo do Parecis – Paranaguá

502,60

-0,23

Campo Novo do Parecis – Porto Velho

301,03

-1,43

Campo Novo do Parecis – Rondonópolis

186,72

-1,18

Campo Novo do Parecis – Santos

507,50

-0,98

Campo Verde – Alto Taquari

0,00

Campo Verde – Paranaguá

421,67

0,00

Campo Verde – Rio Verde

0,00

Campo Verde – Rondonópolis

100,00

1,69

Campo Verde – Santos

430,00

0,00

Canarana – Alto Araguaia

185,00

-2,63

Canarana – Paranaguá

454,88

-0,03

Canarana – Santos

470,55

0,00

Canarana – Uberlândia

290,00

0,00

Diamantino – Alto Taquari

0,00

Diamantino – Paranaguá

460,81

-0,04

Diamantino – Rondonópolis

162,00

0,62

Diamantino – Santos

490,86

0,01

Rondonópolis – Alto Taquari

0,00

Rondonópolis – Maringá

0,00

Rondonópolis – Paranaguá

389,87

-0,46

Rondonópolis – Santos

409,01

0,99

Sapezal – Porto Velho

0,00

Sorriso – Alto Taquari

0,00

Sorriso – Cuiabá

140,34

0,24

Sorriso – Miritituba

331,25

-0,90

Sorriso – Paranaguá

505,64

-0,69

Sorriso – Rondonópolis

178,78

-2,04

Sorriso – Santos

522,62

0,00

ÁREA 25/26

Mato Grosso

7.392.353,37

0,00

Médio-Norte

2.628.128,06

0,00

PRODUÇÃO 25/26

Centro-Sul

3.317.713,51

2,52

Mato Grosso

53.349.392,13

1,32

Médio-Norte

19.807.457,33

2,72

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