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Análise: Funeral de Ali Khamenei mostrará quem comanda o Irã


Milhões de pessoas devem se reunir neste fim de semana para as homenagens fúnebres ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no dia 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra do Irã contra os Estados Unidos e Israel.

Para o analista-sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, o funeral representará uma oportunidade concreta de observar quem, de fato, está no comando do país. Estados Unidos e Israel afirmam ter dizimado o alto escalão do regime iraniano, e a cerimônia fúnebre poderá revelar o estado real da liderança iraniana após os intensos bombardeios sofridos no conflito recente.

Demonstração de força e resistência

As autoridades iranianas estão utilizando as homenagens fúnebres para transmitir uma mensagem clara de força e continuidade. Segundo Américo, o objetivo é demonstrar que o regime permanece intacto, apesar dos ataques das duas potências militares, e que a teocracia continua desafiando tanto Israel quanto os Estados Unidos.

“A ideia de que eles perderam sim o seu líder supremo, mas não perderam a guerra”, afirmou o analista, acrescentando que “a ditadura continua” e que há uma narrativa de continuidade sendo construída pelas autoridades iranianas.

Incógnita: o sucessor aparecerá?

A principal dúvida em torno das cerimônias é se Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei e seu sucessor no cargo, fará uma aparição pública durante os cinco dias de homenagens. Caso apareça, seria a primeira vez desde que assumiu a posição do pai.

Informações indicam que ele teria ficado gravemente ferido nos ataques que mataram Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, o que explicaria sua ausência pública até o momento.

Se Mojtaba Khamenei aparecer, ganhará legitimidade perante o povo iraniano e projetará força na região do Oriente Médio. Se não comparecer, as dúvidas sobre seu estado de saúde e sobre quem efetivamente governa o Irã tendem a se intensificar.

Américo Martins destacou ainda que, ao longo dos combates recentes, a Guarda Revolucionária iraniana saiu fortalecida, com mais poder político — um fator que, segundo ele, só reforça a ditadura iraniana.



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