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Funeral de Ali Khamenei é realizado em datas simbólicas; entenda


O corpo do aiatolá Ali Khamenei deverá ser velado publicamente no sábado, 4 de julho — no mesmo dia em que os Estados Unidos celebrarão 250 anos de independência com eventos públicos de grande porte em todo o país, incluindo um discurso do presidente americano, Donald Trump.

Outro dia importante na procissão de Khamenei coincide com uma grande comemoração xiita em memória de uma figura religiosa histórica.

O evento acontece durante o mês islâmico de Muharram, um período profundamente associado, no Islã xiita, ao luto, à traição e ao martírio — especificamente o martírio, no século VII, do Imã Hussein, um dos santos xiitas de quem Khamenei deriva sua linhagem.

O caixão de Khamenei foi coberto pela bandeira sagrada que um dia tremulou sobre o santuário de Hussein, segundo uma publicação em sua conta oficial no X na sexta-feira.

A bandeira vermelha com inscrições em branco é um “símbolo de resistência, sacrifício e devoção inabalável à verdade”, segundo uma publicação do governo iraniano.

Khamenei foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia da guerra. Os eventos fúnebres começam neste fim de semana em Teerã, com procissões programadas para a próxima semana nas cidades de Qom e Mashhad, além de cerimônias no Iraque.

A morte de Khamenei e a sucessão de seu filho, Mojtaba Khamenei, como terceiro líder supremo do Irã, em meio ao conflito com os principais adversários do país, marcam um momento histórico nos 47 anos da República Islâmica.

Mojtaba, que ficou gravemente ferido no ataque que matou seu pai, não foi visto em novas imagens desde o início da guerra.



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