O governo americano impôs sanções a dois brasileiros e quatro empresas por participação em um esquema de lavagem internacional de dinheiro ligado ao PCC. As medidas são parte do arsenal de instrumentos de coerção ampliado pelos americanos ao classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas.
O governo americano havia já imposto sanções a funcionários do governo brasileiro e do judiciário – por razões políticas – que depois foram retiradas. As sanções desta quarta-feira (1) tem significado mais amplo e mais preocupante.
Elas sugerem que são um começo, e não um fim em si mesmo. Obedecem ao primado do que os americanos consideram que sejam o interesse deles de segurança nacional.
As sanções de hoje indicam perigos para o sistema financeiro brasileiro e o setor de serviços – dependendo do que Washington interprete do perigo oferecido pela atuação de grupos criminosos brasileiros.
As sanções aplicadas hoje colocam o governo brasileiro sob pressão diplomática mas também do ponto de vista político eleitoral. Preocupadíssima com segurança pública, a população brasileira está naquele estado de espírito de aplaudir qualquer um que faça qualquer coisa, enquanto enxerga o governo Lula como incompetente para combater o crime organizado.
Mas que ninguém se iluda. O governo americano não pensa em termos de ajudar ninguém. Está cuidando do que define como interesses deles, de segurança deles, importa pouquíssimo o que pensem ou digam os afetados pelas medidas determinadas na Casa Branca.











