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Por peso eleitoral, PT troca Brasília por SP para lançar Lula à reeleição


 

O PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu lançar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição no dia 2 de agosto em São Paulo. Inicialmente, o plano era oficializar a candidatura em Brasília, mas pesou para a decisão a relevância política do estado – que tem o maior colégio eleitoral do país.

A sigla chegou a sondar a reserva do Centro de Convenções Ulysses Guimarães para realizar a convenção partidária na capital federal no dia 1º de agosto. Ainda não há local exato para o evento acontecer em São Paulo.

Dois dos principais adversários de Lula nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), também decidiram realizar suas convenções em São Paulo.

Com a candidatura lançada e registrada, a campanha se inicia de fato no dia 16 de agosto – quando deixam de valer uma série de restrições. A partir desta data, a Justiça Eleitoral permite pedidos de voto, distribuição de material gráfico, comícios, carreatas e impulsionamentos pagos na internet.

A pré-campanha do presidente, contudo, está a todo vapor. Lula acelerou sua agenda de entregas e viagens ao redor do Brasil nos últimos meses. Nesta quarta-feira (1º) está na Bahia; na quinta-feira (2), vai ao Ceará e Rio Grande do Norte. A partir de 4 de julho, inaugurações e publicidades institucionais ficam barradas.

O partido também já definiu que disponibilizará à campanha do presidente a cifra máxima permitida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A tendência é de que os candidatos ao Planalto possam gastar até R$ 105 milhões no primeiro turno. O valor sobe para R$ 157 milhões em caso de avanço ao segundo.

Pela distribuição do Fundo Eleitoral, o PT tem R$ 615,3 milhões a sua disposição para as eleições de 2026.



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