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Curaçao encerra primeira Copa da história com orgulho e mira evolução


A primeira participação de Curaçao em uma Copa do Mundo terminou nesta quinta-feira, mas o técnico Dick Advocaat deixou o torneio impressionado com o desempenho da equipe e pediu que o país continue investindo na busca por novos jogadores.

Com uma população pouco acima de 150 mil habitantes, Curaçao se tornou o menor país da história a disputar uma edição de Copa do Mundo. Depois de uma estreia difícil, com derrota por 7 a 1 para a Alemanha, a seleção caribenha reagiu e mostrou competitividade ao empatar por 0 a 0 com o Equador, antes de se despedir com uma derrota por 2 a 0 para a Costa do Marfim.

“Já vivi torneios assim antes, então eu sabia, de certa forma, o que esperar”, afirmou o treinador de 78 anos, que comandou sua terceira Copa do Mundo. “Mas, ainda assim, essa equipe realmente superou as expectativas e evoluiu muito.”

“A forma como jogaram contra seleções de nível mundial, como Alemanha, Equador e Costa do Marfim, precisa ser valorizada. São equipes de elite. Precisamos levar isso em consideração. Eles jogaram com muito entusiasmo e muita coragem. Isso foi realmente importante.”

“Agora precisamos aproveitar isso para melhorar ainda mais, tentando encontrar mais jogadores dispostos a defender Curaçao.”

A grande maioria do elenco comandado por Advocaat nasceu nos Países Baixos e tem origem familiar ligada à ilha caribenha. Assim como a Jamaica, rival regional que buscou muitos jogadores elegíveis nascidos na Inglaterra, o treinador acredita que ainda existem atletas na Holanda e em outros lugares que podem ajudar a seleção.

“Tenho uma visão muito positiva sobre o futuro”, afirmou. “Mas, ao mesmo tempo, algumas posições precisam melhorar.”

“Precisamos encontrar esses jogadores para conseguirmos jogar com mais liberdade. É preciso muito esforço para alcançar resultados, algo que vemos nas equipes adversárias. O futebol delas parecia mais simples, mais leve. É isso que precisamos melhorar.”

Advocaat, que também treinou a seleção da Holanda na Copa de 1994 e a Coreia do Sul no Mundial de 2006, afirmou que ainda não pensou se esta pode ter sido sua última grande competição.

“Não pensei nisso nem por um minuto. Estava focado na partida e tentando alcançar o melhor resultado possível com os recursos que temos.”

“Eu estava apenas tentando entender, sem descanso, como poderíamos melhorar.”



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