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Tunísia estreia novo técnico contra Japão desfalcado da sua maior estrela


A goleada por 5 a 1 sofrida para a Suécia na estreia provocou uma das primeiras mudanças drásticas desta Copa do Mundo. A Tunísia demitiu Sabri Lamouchi e entregou o comando da seleção a Hervé Renard, que fará sua estreia neste domingo (21), à 01h (de Brasília), contra o Japão, no Estádio BBVA, pela segunda rodada da fase de grupos. Para os tunisianos, o confronto vale a permanência na disputa por uma vaga nas oitavas de final.

Renard chega com um currículo respeitado no futebol de seleções. Bicampeão da Copa Africana de Nações, o francês também esteve à frente da Arábia Saudita na última Copa do Mundo e ficou marcado pela vitória sobre a Argentina, que mais tarde conquistaria o título. Agora, assume uma equipe pressionada e com pouco tempo para corrigir problemas expostos na estreia.

O novo treinador tentou mudar o ambiente logo nos primeiros dias de trabalho. “Disse aos jogadores: é preciso levantar a cabeça, é preciso seguir em frente. Vocês estão aqui para representar o país, é uma honra e um dever. Ainda restam dois jogos. É uma Copa do Mundo. Enquanto há vida, há esperança. É um desafio que não é fácil, mas que é motivador”, afirmou.

Além da necessidade de pontuar, a Tunísia também precisa pensar no saldo de gols, fortemente prejudicado pela derrota para os suecos. Por isso, um empate pouco ajudaria a equipe na briga pela classificação. A expectativa é por uma postura mais agressiva de um time que entra em campo sem margem para erro.

Do outro lado, o Japão chega em situação mais confortável após arrancar um empate por 2 a 2 diante da Holanda na primeira rodada. Apesar do resultado positivo, a seleção asiática perdeu uma de suas principais referências técnicas. Takefusa Kubo sofreu uma lesão na estreia e está fora do confronto deste domingo.

A ausência do meia-atacante, apontado por muitos como o maior talento japonês desde Keisuke Honda, aumenta a responsabilidade de jogadores como Daichi Kamada e Keito Nakamura. A dupla teve participação decisiva contra os holandeses e deverá assumir protagonismo na construção ofensiva da equipe.

“Fico pensando no que acontecerá com nossas chances sem as ideias dele, a criatividade dele, aquela característica especial que ele possui. Vamos entrar em campo com Kubo na cabeça durante o jogo. Ele não está deixando a seleção, apenas ficará fora desta partida. Tenho certeza de que voltará em breve e, portanto, não estou preocupado”, disse Nakamura.

O jogador também indicou o caminho que o Japão pretende seguir para compensar o desfalque. “Temos que variar nosso ataque com dribles, tabelas e chutes de longa distância. Espero que não mantenhamos um ritmo previsível e possamos apresentar diferentes formas de jogar”, completou.



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