Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira (9) na Bolsa de Chicago em queda, marcando o oitavo pregão consecutivo de desvalorização.
O contrato com vencimento em julho recuou 0,18%, sendo negociado a US$ 11,13 por bushel ao final do dia.
Segundo análise da Granar, a pressão sobre os preços foi reforçada pelas chuvas registradas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que melhoram as condições de umidade do solo e favorecem o desenvolvimento das lavouras. A previsão de mais precipitações ao longo da semana também contribuiu para o cenário baixista.
Do lado da demanda, o mercado segue sem sinais de grandes compras por parte da China, o que reduz o suporte às cotações. Além disso, as incertezas em torno da política comercial norte-americana, com a possibilidade de novas tarifas sobre parceiros como China e União Europeia, aumentam a cautela dos investidores.
A queda dos preços do petróleo também completou o quadro negativo, ao pressionar o complexo de commodities e reduzir o apetite por ativos agrícolas no mercado internacional.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira (9) com ligeira valorização na Bolsa de Chicago, em um mercado marcado por volatilidade e ajustes técnicos.
O contrato com vencimento em julho avançou 0,18%, fechando cotado a US$ 4,19 por bushel.
Segundo análise da Granar, apesar da alta, o mercado continua pressionado pelo movimento de liquidação de posições por fundos de investimento, fator que vem pesando sobre as cotações desde a semana passada. Esse cenário levou os preços a níveis considerados de sobrevenda, abrindo espaço para uma recuperação pontual ao longo do pregão.
O desempenho da safra norte-americana, avaliado abaixo das expectativas de parte dos operadores, também contribuiu para dar suporte às cotações.
Por outro lado, fatores ligados à oferta continuaram limitando os ganhos. As condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no cinturão produtor de milho e soja dos Estados Unidos, com ocorrência de chuvas benéficas para as plantações. Além disso, a queda dos preços do petróleo e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve suas projeções para a produção de milho na América do Sul no relatório previsto para quinta-feira mantiveram a pressão sobre o mercado.
Trigo
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em leve alta na bolsa de Chicago, sustentados por movimentos de cobertura de posições após as fortes quedas registradas nas últimas semanas.
O contrato com vencimento em julho avançou 0,34%, fechando o dia cotado a US$ 5,85 por bushel.
Segundo análise da Granar, o mercado deu continuidade ao movimento de recomposição de posições iniciado na sessão anterior, o que ajudou a sustentar os preços. Além disso, a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras de trigo de inverno trouxe suporte adicional às cotações.
Apesar disso, os ganhos foram limitados pelo avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de início das operações de colheita em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte, fatores que reforçam a perspectiva de aumento da oferta global.
De acordo com o relatório semanal do USDA, a colheita do trigo de inverno alcançou 11% da área apta até o último domingo, acima dos 5% registrados na semana anterior, dos 4% observados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, de 6%. O resultado também superou a expectativa média do mercado, que era de 10%.
Em relação às condições das lavouras, o USDA reduziu de 26% para 25% a parcela classificada como boa ou excelente. Embora o índice tenha recuado na comparação semanal, ele permanece como um dos principais indicadores acompanhados pelos investidores para avaliar o potencial produtivo da safra norte-americana.











