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Cacau dispara em Nova York com preocupação com El Niño na África


Os vencimentos futuros para o cacau registraram fortes ganhos na sessão desta terça-feira (02) na bolsa de Nova York. Os contratos foram impulsionados por uma expectativa de que o El Niño impacta a safra na África Ocidental.

O contrato para entrega em julho fechou com valorização de 5,47% e precificado em US$ 4.108 por tonelada.

De acordo com as informações do Barchart, o mercado acompanha as condições climáticas nas principais regiões produtoras.

“A formação de um fenômeno climático El Niño pode levar a condições mais quentes e secas na África Ocidental, potencialmente prejudicando a produção de cacau na região”, informou o Barchart.

A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições de El Niño surjam entre agora e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño”.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão com valorização de 6,67%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1.641,00 por tonelada.

Café

As condições climáticas nas lavouras brasileira pressionaram negativamente as cotações do café arábica na bolsa de Nova York.

O contrato para entrega em julho encerrou o dia com queda de 0,54% e está precificado em US$ 2.592 por libra-peso.

O Barchart apontou que os preços futuros do arábica caíram para a mínima em um ano e meio.

“As previsões meteorológicas que indicam condições mais secas nesta semana nas regiões cafeeiras do Brasil, o que permitiria a retomada da colheita após o atraso da semana passada devido às fortes chuvas”, destacou o Barchat. 

Açúcar

No caso do açúcar, os preços futuros finalizaram a sessão com quedas na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho registrou recuo de 0,48% e fechou cotado em US$ 14,38 por libra-peso.

O Barchart apontou que os preços do açúcar estão caindo neste pregão em meio a sinais de oferta global abundante.

Segundo a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a produção de açúcar na primeira quinzena de abril alcançou 1,80 milhão de toneladas. No acumulado da safra até 1º de maio, a fabricação do adoçante somou 2,47 milhões de toneladas.

Os dados também mostram uma maior destinação da cana para a produção de etanol. Nos últimos quinze dias, 59,66% da matéria-prima processada foi direcionada ao biocombustível, percentual superior aos 54,31% registrados no mesmo período da safra anterior.

Com isso, o mix acumulado da safra atingiu 61,84% voltado ao etanol, ante 54,77% observados no ciclo 2025/2026, reforçando a estratégia das usinas de priorizar a produção do combustível renovável.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em julho encerrou o pregão em alta de 0,08%, cotado a US$ 76,15 por libra-peso.

Segundo dados do TradingView, os preços avançaram e se aproximaram do maior nível das últimas duas semanas, sustentados por um movimento de recuperação técnica e pelo cenário de petróleo ainda em patamares elevados.

O mercado também repercute a decisão da Índia de suspender temporariamente a tarifa de importação de 11% sobre o algodão. A medida, válida até 30 de outubro, busca ampliar a oferta de fibras de melhor qualidade para a indústria têxtil do país.

A expectativa é que a flexibilização das importações estimule as compras no mercado internacional e fortaleça a demanda, em um momento de consumo aquecido de fios e produtos têxteis em escala global.



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