Veja as principais notícias no MODO STORIES
Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI
Veja propostas apresentadas para o fim da disputa entre MT e PA
Queda de bimotor deixa dois mortos em Marília, interior de São Paulo
Nova Mutum hoje: máxima de 27°C com céu nublado e vento fraco – Diário SP
Kimi Antonelli dá o papo reto sobre Russell e define chances do rival na F1
Com Lynn Painter, Bienal do Livro de São Paulo inicia venda de ingressos
Projeto Mais Médicos Especialistas recebe 50 profissionais no Rio
“Brasil não abaixa a cabeça”, diz Durigan ao defender soberania e Pix
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Pesquisadores sintetizam moléculas eficientes no tratamento contra malária


Uma equipe de cientistas da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e da USP (Universidade de São Paulo) sintetizou uma nova classe de moléculas eficiente no tratamento da malária. As moléculas combatem as cepas do parasita Plasmodium falciparum, que frequentemente se mostram resistentes a fármacos convencionais.

Os compostos, denominados “peptidiomiméticos baseados em indol”, foram descritos em artigo publicado no periódico ACS Omega. Os autores usaram uma estrutura química conhecida por ter propriedades medicinais — o núcleo “indol” — e construíram variações para testar, entre elas, as mais eficazes em matar o parasita, sem prejudicar as células humanas.

A metodologia do teste de eficácia consistiu na exposição dos parasitas a diferentes doses do tratamento em ambiente controlado, por cerca de três dias. Ao final do experimento, aplicaram corante que brilha intensamente quando se liga ao DNA do Plasmodium, o que evidenciou que os compostos se mostraram potentes na inibição do parasita e são seletivos para o seu alvo, com ação complementar à artemisinina – fármaco essencial no tratamento da doença.

Complemento ao tratamento convencional da doença ainda está em desenvolvimento

O tratamento padrão-ouro é feito com derivados da planta artemísia (Artemisia annua), como a artemisinina, com ação rápida na eliminação do parasita, combinados a outros fármacos de ação mais prolongada, para eliminação do alvo em diferentes etapas de seu ciclo de desenvolvimento. No entanto, a resistência à artemisinina e aos fármacos complementares é uma preocupação crescente.

Por isso, a busca por novos compostos tem sido o foco de trabalhos do Centro de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável, sediado no Departamento de Química da Ufscar, e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão  financiado pela Fapesp com sede no Instituto de Física de São Carlos da USP.

Atualmente, não existe vacina contra a malária no Brasil. Há uma vacina disponível apenas para alguns países africanos com alta transmissão da doença causada pelo protozoário Plasmodium falciparum, e ela é exclusiva para crianças pequenas.

“Com base nesses resultados promissores, estamos agora sintetizando novos peptidomiméticos (…) Depois, são necessários ainda estudos pré-clínicos e clínicos”, explicou Arlene Gonçalves Corrêa, do Instituto do DQ da Ufscar. “Normalmente, o desenvolvimento de novos medicamentos pode levar até dez anos”.

Como ocorre a transmissão da malária?

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos no Brasil se concentra na região amazônica, formada por Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. No entanto, a doença não pode ser negligenciada nos demais estados, já que costuma apresentar uma letalidade ainda maior fora dessa região.

A malária é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles que está infectada por uma ou mais espécies de protozoário do gênero Plasmodium. O mosquito também é conhecido como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego ou bicuda e costuma aparecer ao amanhecer ou ao entardecer.

A cadeia de transmissão tem início quando um mosquito pica um indivíduo que está com malária. Dentro do mosquito, os protozoários que causam a doença se multiplicam até que o inseto pique outra pessoa, infectando um novo indivíduo. Não ocorre transmissão direta da doença entre um ser humano e outro.

*Com informações de Fernanda Pinotti, para a CNN em São Paulo; e da Agência Fapesp



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News