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Terremoto, tsunami e teste nuclear: entenda sensor colocado na Antártida


Cientistas do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) estão instalando dois novos sismômetros a mais de 8.000 pés – aproximadamente 2,4 km – de profundidade sob a camada de gelo na Antártida.

O projeto, realizado durante o inverno antártico, visa ampliar a Rede Sismográfica Global da organização para aprimorar o monitoramento de terremotos, o suporte a alertas de tsunami e a fiscalização de testes nucleares.

Impacto na pesquisa geofísica global

Além do registro de grandes tremores, os novos sensores captam ondas de longo período e tremores de alta frequência.

Esses dados são fundamentais para que a comunidade científica estude o movimento do gelo, a sismicidade global e a estrutura interna da Terra.

Relembre: Terremoto no Chile é sentido em São Paulo e moradores relatam tremor

O projeto representa um avanço na infraestrutura de pesquisa geofísica, consolidando uma parceria de mais de 60 anos de operações do USGS na região.

Os dados gerados pelos sismômetros contribuem diretamente para a segurança global e o aumento da capacidade de resposta a desastres naturais.

Tecnologia de precisão no ambiente polar

A instalação destes sensores em profundidades recordes permite que os equipamentos operem em um dos ambientes mais silenciosos e estáveis do planeta.

Suspensos no interior do gelo antártico, os dispositivos conseguem detectar sinais sísmicos sutis com uma clareza sem precedentes, livre de interferências superficiais.

A operação é fruto de uma colaboração técnica entre o Observatório Sismológico de Albuquerque do USGS, o Observatório de Neutrinos IceCube, a Universidade de Wisconsin-Madison e a National Science Foundation (NSF).

Os sismômetros foram projetados para resistir às condições extremas de baixas temperaturas e pressão intensa das profundezas da calota polar.



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