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Colômbia acusa Equador de “interferência deliberada” em eleição


O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia acusou, neste sábado (30), o Equador de “interferência deliberada” na eleição presidencial colombiana de domingo, depois que o presidente do Equador concordou em suspender tarifas comerciais em uma conversa com um candidato presidencial.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse na sexta-feira (29) que seu país removeria as tarifas bilaterais em 1º de junho, depois de chegar a um acordo com o candidato presidencial colombiano de direita Abelardo De La Espriella.

Noboa disse nas redes sociais que a medida seria tomada depois de “confirmar a disposição (de De La Espriella) de promover uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo”.

Ele também disse que eles haviam concordado com a entrega de criminosos equatorianos que estão na Colômbia.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeita “a apresentação enganosa da decisão de remover as tarifas como uma medida de boa fé do governo equatoriano”, disse a pasta em nota, embora tenha acrescentado que removeria as medidas adotadas para mitigar as tarifas do Equador.

O gabinete de Noboa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os dois países estão envolvidos há meses em uma disputa comercial, com o Equador cobrando tarifas devido ao fracasso da Colômbia em combater o tráfico de drogas ao longo da fronteira de 586km entre os dois países, uma afirmação que o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou.

De La Espriella, um candidato independente, enfrentará o aliado de Petro, Ivan Cepeda, e a senadora de direita Paloma Valencia, entre outros, na eleição de domingo.





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